Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Após ver 6 técnicos e não de Bielsa, Nobre mostra Kleina como ideal

William Correia São Paulo (SP)

Paulo Nobre deu uma entrevista coletiva nesta quarta-feira com contradições para tentar expor convicção na escolha por Gilson Kleina. O presidente apareceu com o técnico logo após a assinatura de novo contrato até 31 de dezembro de 2014 e admitiu ter analisado outros seis nomes além de Marcelo Bielsa, que recusou oferta do Palmeiras. Mas quis convencer de que o clube terá no centenário o profissional que sempre desejou.

“Não quis ser acomodado e manter quem está em casa porque é mais fácil. Avaliei outros técnicos para, se fechasse com o Kleina, seria com um convite muito seguro de que ele seria o técnico ideal para conduzir o Palmeiras em 2014”, tentou explicar o dirigente, falando ao lado do treinador.

Na prática, porém, o nome ideal era Marcelo Bielsa. Tanto que o diretor executivo José Carlos Brunoro foi até a Argentina para negociar com o treinador e só não acertou porque o ex-comandante do Athletic Bilbao, hoje desempregado, exigiu quase R$ 1 milhão por mês para sua comissão técnica.

A ida à Argentina ocorreu enquanto Kleina ainda esperava que Nobre cumprisse sua promessa de procurá-lo para discutir a renovação. E o presidente, nesta quarta-feira, admitiu que analisou outros nomes antes de ter certeza em relação ao técnico que atingiu com antecipação o objetivo traçado pela diretoria neste ano: o acesso na Série B do Brasileiro.

“Como presidente do Palmeiras, me senti na obrigação de avaliar outros técnicos, e avaliamos cinco ou seis. Inclusive falei isso para o Kleina na nossa primeira conversa”, relatou Nobre, falando também sobre Bielsa. “O Bielsa está em outra fase na carreira e muitos citavam o seu nome, tanto que já esteve para vir para um clube no Brasil. Eu me vi na obrigação de entender, como entendi, a filosofia de trabalho dele, mas está fora da realidade do Palmeiras.”

Como incentivo durante a entrevista coletiva, o presidente contou que Bielsa elogiou Kleina. Ao saber da informação, o técnico nem reagiu, manteve-se sem mudar a fisionomia enquanto o presidente se perdia em contradições para tentar explicar que o atual comandante é a primeira opção, e não a mais viável até do ponto de vista financeiro, já que a parte fixa de seu salário diminuiu.

“Nossa primeira opção é o Kleina. Não são mais R$ 100 mil, R$ 200 mil que vão quebrar o clube. Optamos por ele por achar que é a pessoa adequada para conduzir o Palmeiras e por conhecer muito bem o elenco. Com o Kleina em 2014, acredito em um Palmeiras muito mais vitorioso”, discursou o presidente, tentando, em vão, parecer convicto.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Nobre tentou motivar Kleina durante entrevista em que admitiu ter analisado outros nomes antes de procurá-lo

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