Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Bem diferente: último duelo com Lusa teve Ceni e Aloísio vilões

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Quem vê Rogério Ceni e Aloísio hoje talvez não se lembre de que há pouco menos de três meses eles estavam em baixa no São Paulo. Às vésperas de rever a Portuguesa (às 19h30 deste sábado), os dois vivem momentos completamente diferentes daquele de 11 de agosto, quando deixaram o Canindé como vilões da derrota por 2 a 1, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

Naquela ocasião, Ceni desperdiçou cobrança de pênalti – a segunda da série que chegou a quatro – pouco depois de Lucas Evangelista ter buscado empate com um golaço. A equipe rubro-verde acabou saindo vitoriosa, mas Aloísio poderia ter evitado o revés se não tivesse levado a mão, em cima da linha, a uma bola que já entraria direto.

"Vi aquele jogo. Foi realmente diferente, porque o São Paulo estava praticamente mandando no jogo e, de repente, perdeu. Não tem muita explicação, mas era um momento", lembra Muricy Ramalho, que ainda não havia substituído Paulo Autuori àquela altura. "Graças a Deus, mudou tudo isso, e a gente está em um melhor momento".

O revés no Canindé manteve o São Paulo em baixa, na zona de rebaixamento, da qual ele só veio a sair mais tarde, justamente com a chegada do novo treinador. Um turno depois, o time soma 43 pontos (34 a mais) e está a uma vitória de eliminar o risco de queda à segunda divisão – nas contas da comissão técnica.

Mais do que isso, Ceni e Aloísio não são mais vilões. Ao contrário. De lá para cá, o goleiro ainda errou outros pênaltis, e o atacante pôs a mão na bola novamente, porém ambos se tornaram talvez os principais jogadores do elenco neste momento. O primeiro cresceu debaixo das traves, e o último desandou a fazer gol na ausência de Luis Fabiano, dono da posição.

"Futebol é assim mesmo. Tudo é momento. Até o jogo contra o Corinthians (o último em que Ceni bateu e errou pênalti), era difícil falar de sua renovação. Depois do jogo no Chile (contra a Universidad Católica, em que fez grandes defesas), ele voltou a ser o melhor do mundo. Estou vendo o Rogério feliz, diferente, de uns jogos para cá. É um bom sinal", opinou Muricy, aliviado pela recuperação no campeonato.

"No Brasileiro, você tem que começar a pensar grande desde o primeiro jogo. Não dá para ficar deixando para depois, porque aí vem sofrimento. Nosso primeiro turno não foi bom, e agora a gente está correndo atrás", frisou o comandante, cujo contrato com o clube se encerra em dezembro.

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