Futebol - ( - Atualizado )

Capitão corintiano entende protestos, mas defende jogadores cobrados

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Alessandro procurou mostrar compreensão com as cobranças feitas recentemente pela torcida do Corinthians. Ele deu razão aos torcedores, admitindo o que chamou de “péssimo” segundo semestre e comportamento “vergonhoso” em campo e só defendeu os jogadores nominalmente citados nos últimos protestos, Alexandre Pato, Romarinho e Emerson.

“A chateação do torcedor, pelos maus resultados, pela colocação em que a equipe se encontra na tabela, se a gente parar um pouco para pensar, é racional. Ele vê na equipe uma condição de estar em uma posição muito melhor do que está. Era para estarmos brigando pelo título ou, no mínimo, na zona de classificação para a Libertadores”, afirmou o atleta, um dos capitães de Tite.

Há seis anos no Corinthians, Alessandro também já foi alvo de protestos. Ele recordou os momentos em que sofreu com a insatisfação da Fiel, citando especificamente a reta final do Campeonato Brasileiro de 2010, quando figurou em uma lista de jogadores considerados “inerces” (sic).

“Eu já tive o nome pendurado em faixas. Tive uma cobrança mais direta, como está sendo com o Romarinho e o Emerson. Mas a gente divide a responsabilidade. Se xingam um atleta, estão xingando todo o mundo, pode ter certeza disso. A gente divide a responsabilidade como divide o mérito das vitórias”, comentou.

Alessandro recordou que, dos atletas cobrados, “um fez gol na Bombonera, outro fez os gols que decidiu o título da Libertadores” e disse que ambos estão incomodados com a fase negativa. Já o outro, Alexandre Pato, não tem um histórico no clube que lhe ofereça crédito com os torcedores, irritados com a desastrosa tentativa de cavadinha que resultou na eliminação da Copa do Brasil.

“Teve o lance do pênalti, a forma ruim que bateu, e isso gerou a desclassificação em uma competição à qual dávamos muita importância. Isso gerou cobrança, mas ele não está desmotivado. Ele leva muito a sério, cumpre os horários e está trabalhando. Infelizmente, perdeu um pênalti em um momento importante, como outros já tiveram momentos ruins, mas está sendo muito homem para encarar essa cobrança” disse o lateral.

Tite não vê da mesma maneira e pediu coragem ao jogador de 24 anos para lidar com a fase ruim. A diretoria, altamente decepcionada com o investimento de R$ 40 milhões, considera a possibilidade de vendê-lo na virada do ano. O Tottenham, que levou Paulinho, estaria interessado.

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