Futebol/Eliminatórias Copa de 2014 - ( - Atualizado )

Carrasco do Brasil faz três, México encerra drama e se classifica para Copa

Wellington (Nova Zelândia)

A ‘novela mexicana’ teve, enfim, um final feliz. Depois de ser praticamente eliminada e acabar salva pelo maior rival, Estados Unidos, a seleção tricolor renasceu na repescagem e, com duas vitórias contundentes sobre a Nova Zelândia, garantiu classificação para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Após golear os All Whites por 5 a 1 no jogo de ida, há uma semana, os mexicanos voltaram a vencer, desta vez por 4 a 2, nesta quarta-feira, no Wellington Regional Stadium, e carimbaram o passaporte para o Mundial. O herói da vez foi um velho conhecido do Brasil, o atacante Oribe Peralta.

Carrasco canarinho na última final olímpica, quando anotou os dois gols da vitória mexicana por 2 a 1, em Londres, o jogador de 29 anos, do Santos Laguna, balançou as redes três vezes e sacramentou a vaga tricolor. Ele foi às redes aos 14, 29 e 33 minutos do primeiro tempo e tranquilizou (ainda mais) a situação de El Tri. Para melhorar, o neozelandês Brockie ainda desperdiçou um pênalticometido pelo goleiro mexicano, aos 39, e defendido pelo próprio Muñoz.

Na segunda etapa, os mexicanos passaram a administrar a vantagem – que estava na marca dos sete gols de diferença -, e a seleção da casa se aproveitou. Em novo pênalti, desta vez cometido pelo experiente Rafa Márquez, aos 35, Chris James diminuiu. Rory Fallon fez o segundo pouco tempo depois, aos 38, mas Carlos Pena, aos 41, anotou o quarto do México e definiu o marcador.

Esta será a 15ª participação mexicana em Copas do Mundo – a sexta consecutiva. A última vez, que a Tricolor não disputou o maior torneio de futebol do planeta foi em 1990, quando acabou banida por ter escalado jogadores acima da idade olímpica nos jogos qualificatórios para os Jogos de 1988, na Coreia do Sul.

As melhores campanhas mexicanas nos Mundiais aconteceram quando o país sediou a competição, em 1970 e 1986. Nas duas ocasiões, caiu apenas nas quartas de final. Na última edição da Copa, disputada na África do Sul, jogou no mesmo grupo da seleção anfitriã, eliminou a França na primeira fase, mas acabou sendo despachada pela Argentina nas oitavas de final.

AFP
Autor de dois gols sobre o Brasil na última final olímpica, Oribe Peralta ajudou a colocar o México na Copa

’Novela mexicana’ nas Eliminatórias:

Para se garantir na Copa de 2014, no Brasil, o México teve que encarar um enredo de fazer inveja às tradicionais e dramáticas novelas de seu país. Sempre dominante nas Eliminatórias da Concacaf, a Tricolor chegou ao hexagonal final do torneio classificatório como maior favorita, mas quase deu um vexame. Amargou cinco empates nas rodadas inicias – incluindo com as modestas Jamaica, no estádio Azteca, e Panamá e Honduras longe de seus domínios – e teve sua situação complicada.

No segundo turno, iniciou com difícil vitória por 1 a 0 sobre os jamaicanos, mas logo voltou a decepcionar, sendo derrotada pelos hondurenhos por 2 a 1 dentro de casa. Na sequência, perdeu para os EUA por 2 a 0 e foi obrigada a trocar de treinador - Víctor Manuel Vucetich por José Manuel de la Torre. O novo comandante tinha a missão de vencer os dois últimos jogos, e cumpriu a primeira parte, ao triunfar – com drama – sobre os panamenhos no Azteca. Na última rodada, porém, a seleção mexicana foi derrotada pela Costa Rica e, não fosse a vitória dos já classificados norte-americanos sobre o Panamá, não garantiria nem lugar na repescagem.

O ‘quase vexame’ acordou a Federação Mexicana de Futebol que voltou a agir e anunciou nova troca de treinador. Saiu Vucetich e entrou Miguel Herrera, comandante do América-MEX, atual campeão nacional. O novo treinador promoveu mudanças bruscas e convocou somente jogadores que atuam no país para a disputa da repescagem, contra a Nova Zelândia, deixando estrelas como Chicarito Hernandéz, Giovani dos Santos e Carlos Vela de fora. A equipe mostrou mais entrosamento e, com duas goleadas – por 5 a 1 e 4 a 2 -, carimbou o passaporte para o Brasil.

AFP
Miguel 'Piojo' Herrera assumiu a seleção mexicana em crise e, com personalidade, conseguiu vaga para 2014

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