Futebol/Brasileiro Série B - ( )

Colegas sentem "cheiro" e Kardec sonha com gol do título no Pacaembu

William Correia São Paulo (SP)

Ainda no campo do Mangueirão, Alan Kardec foi um dos jogadores que mais demonstrou frustração pela derrota para o Paysandu que adiou o título do Palmeiras na Série B do Brasileiro. O atacante pensa em todas as noites, contudo, que pode apagar aquela tristeza já neste sábado, contra o Boa, garantindo a conquista fazendo a sua principal função: gol.

“É um sonho. Toda hora que coloca a cabeça no travesseiro, fico imaginando como pode ser esse gol. Começo a pensar que pode pensar em uma bola parada, de cabeça, uma bola que sobra na área, uma jogada individual, com um passe de um companheiro... Passam filmes na cabeça que vão gerando confiança”, comentou.

Um gol facilitaria ainda mais a tarefa do Verdão para ser campeão neste sábado. Para conseguir o título, basta não perder no Pacaembu e, em caso de derrota, precisa torcer para que a Chapecoense não vença o Bragantino em compromisso também às 16h20 (de Brasília), em Santa Catarina.

O centroavante, que usa a camisa 14 para homenagear o francês Thierry Henry, se anima com incentivos dos companheiros. “Alguns companheiros falam: ‘ó, estou sentindo cheiro de gol’. Gosto dessa confiança, você vê que o grupo está unido e acredita no seu trabalho, mesmo brincando. Como um camisa 9, nada mais justo do que assumir essa responsabilidade”, indicou.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Centroavante ouve dos companheiros que tem "cheiro de gol" e se enche de confiança para enfrentar o Boa
Alan Kardec é o artilheiro do Verdão na Série B com 13 gols, mas vive um jejum: após balançar as redes contra o Bragantino, em 19 de outubro, passou em branco nos outros três jogos em que participou. A seca, porém, não o incomoda, já que, neste período, o time conquistou antecipadamente o acesso para a primeira divisão.

“Acima de tudo, a vitória da equipe. Às vezes, é tão prazeroso quanto fazer um gol das um passe para o companheiro balançar as redes”, apontou o jogador. “Tenho tentado ajudar dentro das minhas características”, disse Kardec, que chegou a acertar a trave na derrota em Belém, mas não quer nem lembrar muito da partida de terça-feira.

“Temos que pegar as coisas que não aconteceram bem contra o Paysandu e apagar, sem trazer nada para cá. Precisamos ser humildes para vermos onde erramos, mas pensar que é uma história nova e buscar a vitória desde o primeiro minuto”, indicou.

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