Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Corinthians complica o Fluminense com gol de pênalti de Pato

Araraquara (SP)

Alexandre Pato fez aquilo que a torcida do Corinthians exigia dele desde o início do ano: assumir a responsabilidade em um momento decisivo. Na noite deste domingo, o astro que havia desperdiçado um pênalti de forma caricata na eliminação da Copa do Brasil, diante do Grêmio, resolveu se apresentar para outra cobrança. Aos 45 minutos do segundo tempo da partida contra o ameaçado Fluminense. Bateu sem “cavadinha”, converteu e garantiu a vitória por 1 a 0 na Arena Fonte Luminosa.

Comemorando como “maloqueiro e sofredor”, como cantam os torcedores, Pato tirou a camisa e correu para ouvir a torcida e abraçar os seus companheiros – sem cruzar os dedos sobre o rosto, como gostava de fazer. Seu gol deixou o Corinthians com 45 pontos ganhos, ainda com esperanças de ingressar na zona de classificação para a Copa Libertadores da América. Na quarta-feira, o adversário será o Coritiba, no Couto Pereira.

Já o Fluminense está agora na zona rebaixamento do Brasileiro. O atual campeão nacional totaliza os mesmos 36 pontos do Criciúma, à frente apenas da Ponte Preta (34) e do lanterna Náutico (17). O time pernambucano será justamente o rival de quinta-feira, no Maracanã.

Divulgação/Agência Corinthians
Pato tirou a camisa, ganhou um abraço do Sheik e o cartão amarelo do árbitro (foto: Daniel Augusto Jr.)
O jogo – O Corinthians esbanjou disposição no início da partida. Logo aos três minutos, criou a sua primeira oportunidade de gol: Guilherme fez um bom cruzamento da direita, e Douglas cabeceou para o chão. Com o goleiro Diego Cavalieri já batido no lance, os jogadores do Fluminense respiraram aliviados ao ver a bola sair, perto da meta.

O problema é que só empenho não bastava para o Corinthians alcançar um feito raro em sua campanha na competição: marcar gols. A estratégia de Tite para acabar com o problema era apostar no meia Renato Augusto como homem de referência no ataque. O centroavante improvisado, contudo, parecia atrapalhado para servir de pivô aos seus companheiros.

Do outro lado, o Fluminense estava tão (ou mais) pressionado quanto o Corinthians para atacar. A ameaça de rebaixamento fazia o time de Vanderlei Luxemburgo igualar a vontade do adversário e precipitar-se em algumas ocasiões. Como aos 10 minutos, quando Marcelinho arrancou em contra-ataque e decidiu chutar de longe, em cima da marcação.

A partir de então, o Corinthians passou a assumir o papel de mandante do jogo e a ser mais presente no setor ofensivo. Ainda sem criatividade. As boas enfiadas de bola de Douglas dificilmente eram aproveitadas. Os seguidos levantamentos na área, menos ainda – muito pela falta de um centroavante de ofício. Romarinho insistia em cavar faltas e pênaltis, enquanto Emerson pouco aparecia.

Quando tentava dar uma resposta aos atacantes corintianos, o Fluminense sofreu um desfalque. O volante Diguinho se machucou e pediu para ser substituído, dando lugar a Valencia. Os jogadores dos dois times aproveitaram aquele momento para beber água, já que o calor era intenso em Araraquara. Existia a expectativa de ter mais vitalidade na sequência do primeiro tempo.

O Corinthians, de fato, assustou a defesa visitante já em seguida à paralisação. Aos 31, Edenílson enfim acertou um cruzamento da direita. Renato Augusto fez bom domínio dentro da área e finalizou firme, parando em bela defesa de Diego Cavalieri. Nem assim um torcedor corintiano se satisfez na Fonte Luminosa. Ele arremessou um copo de água no gramado, recolhido pelo quarto árbitro, e colocou em risco o clube que cumpria punições impostas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Do final do primeiro tempo ao início do segundo, o Fluminense cresceu (não consideravelmente) em meio à correria do Corinthians para acalmar a sua torcida. No intervalo, a irritação dos corintianos chegou ao auge nas arquibancadas. “Ou joga por amor ou joga por terror!”, ameaçaram em coro, após algumas vaias isoladas.

Arte GE.Net
Tite esperou um pouco para agir. Aos nove minutos da etapa final, decidiu dar mais mobilidade ao Corinthians com Rodriguinho no lugar de Douglas, agora sumido no gramado. Pouco depois, dividiu o público ao substituir Renato Augusto pelo contestado Alexandre Pato. Pelo Fluminense, Luxemburgo rebateu com Igor Julião na vaga de um esforçado – e nada além disso – Wagner.

O panorama do jogo não mudou muito com as alterações. O Corinthians tinha mais posse de bola, mas estava longe de ser produtivo. O Fluminense se mostrava resignado com o 0 a 0. A ponto de Anderson bobear dentro da área e deixar a bola passar para Pato, que deixou escapar e desperdiçou a oportunidade de concluir. Àquela altura, já chamava mais a atenção as discussões entre Emerson e o zagueiro Gum.

Tite fez a sua última tentativa de mudar o placar ao trocar Guilherme por Diego Marcedo, deslocando Edenílson para o meio-campo. Luxemburgo apostou a ficha derradeira do Fluminense em Biro Biro, que ocupou o espaço de Marcelinho – sem nenhuma pressa para deixar o gramado.

Quando tudo parecia se encaminhar para o nono 0 a 0 do Corinthians na competição, Alexandre Pato caiu na área em disputa com Anderson, depois de cruzamento da esquerda. O árbitro assinalou o pênalti e expulsou o jogador do Fluminense. Pato se apresentou para a cobrança e trocou a “cavadinha” que o transformou em vilão por um chute forte na rede e naqueles que seguem desconfiando de seu futuro no Parque São Jorge.

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