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De volta na hora ruim, Renato Augusto luta contra própria condição

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Tite pediu, os médicos apertaram, e Renato Augusto voltou a atuar cerca de um mês antes do que esperava. Decepcionado com os próprios problemas físicos acumulados na temporada, o meia espera ajudar o Corinthians no que puder até o fim do Campeonato Brasileiro antes de se dedicar a 2014: “Tem tudo para ser um ano especial para mim”.

A última contusão foi no joelho direito. Imaginava-se uma cirurgia simples, mas um problema foi detectado na cartilagem, e a intervenção foi mais complicada. Ele pensou que só jogaria de novo no Campeonato Paulista, porém vem lutando para dar sua contribuição no péssimo segundo semestre alvinegro.

“O que mais incomoda é a parte muscular. Músculo é igual confiança. Demora para ganhar, mas para perder é rapidinho. Continuo fazendo um trabalho muscular, mas sei que não vou estar 100% até o fim da temporada, a ponto de ajudar como eu gostaria”, afirmou.

Antes do que chamou de “realinhamento” projetado para a pré-temporada, Renato dá o que pode na tentativa de um final de Brasileiro digno. “Quero estar no bolo, quero estar junto. Não adianta estar junto só nos momentos bons. Quero estar aí para ajudar mesmo não estando nas melhores condições.”

Divulgação/Agência Corinthians
Pela necessidade e pela condição física, Renato Augusto vem jogando no ataque (foto: Daniel Augusto Jr.)
O condicionamento está claramente longe do ideal. Nas duas partidas que fez como titular desde o retorno, o camisa 8 caiu de produção no segundo tempo e acabou, cansado, sendo substituído. Não deverá ser diferente no domingo, contra o Fluminense, em Araraquara.

Essa situação é um dos motivos pelos quais o meia vem jogando no ataque, como um falso centroavante, desgastando-se menos. O titular Paolo Guerrero passou por cirurgia no pé esquerdo, e Alexandre Pato está pagando com o banco de reservas suas más atuações e a terrível tentativa de cavadinha que eliminou o Corinthians da Copa do Brasil.

“Minha posição é o meio-campo, mas aprendi que no futebol moderno você tem que atuar em duas ou mais funções. Tento ajudar da melhor maneira, mesmo não estando na minha posição. Por ser um meia de origem, fico preocupado em dar um passe, é natural”, disse Renato.

Em 2014, o carioca espera que seu corpo responda da melhor maneira e lhe permita apresentar o futebol que, segundo Tite, é de “titular de Seleção Brasileira”. Até lá, ele se arrasta para diminuir a frustração do torcedor corintiano um ano após a conquista do mundo.

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