Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

"Fã de decisões", Valdivia garante: toparia contrato de produtividade

São Paulo (SP)

Mais frequente do que costuma neste segundo semestre, Valdivia ainda está marcado por ter apresentado problemas em todos os jogos decisivos do Palmeiras desde sua volta, em agosto de 2010. O meia, porém, se coloca como fã desse tipo de partidas. E avisa: aceitaria assinar contrato no qual só ganharia mais dinheiro caso atingisse um número estabelecido de aparições em campo e o time cumprisse metas.

“Não é incomum no mundo os contratos de produtividade com treinador e jogador. Não vejo problema nisso. Para ficar no Palmeiras no ano do centenário, eu assinaria por contrato de produtividade”, disse o meia à TV Estadão, acreditando que Gilson Kleina pensou no valor de participar do histórico 2014 no Verdão ao topar uma redução salarial e renovar seu vínculo por mais uma temporada.

O contrato atual do jogador mais caro do elenco, porém, não estipula nenhum prêmio do tipo, apenas o “bicho” por vitória ou objetivo conquistado. E sua contratação custará com o clube, no total, R$ 36 milhões a serem pagos até 2016, ano seguinte ao final de seu vínculo com o Verdão. Tudo isso sem o camisa 10 ser frequente em jogos decisivos – neste ano, foi ausência em todos.

O chileno, contudo, garante que não é desfalque porque quer. “A cobrança maior é que não jogo nos momentos em que o Palmeiras mais precisa. Mas tenham certeza de que não foi porque não quis, nunca fugi de pressão e responsabilidade, muito pelo contrário. Gosto muito desse tipo de jogos porque fazem com que você seja mais valorizado. Você reconquista confiança jogando jogos decisivos”, comentou.

“Sou o primeiro cara a desejar zero lesões. Infelizmente, trabalhamos no futebol sabendo que isso pode acontecer, mas espero, torço e peço a Deus para que me deixe tranquilo no ano que vem. Espero poder jogar tudo que quero para, de uma vez por todas, não se falar mais de lesão minha ou que estou no departamento médico. Até parece que gosto de ficar no departamento médico”, prosseguiu o armador, que não treinou nesta semana por desconforto muscular.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Meia diz que aceitaria modelo no qual só ganharia mais se jogasse mais, mas seu contrato não é assim
Machucar-se menos é uma exigência do técnico Jorge Sampaoli para Valdivia ir à Copa do Mundo. Por isso, o meia, que já culpou Kleina por não atuar integralmente em todos os jogos, agora agradece pela permanência do técnico que o poupa até dos treinos e o substitui com frequência para tê-lo mais vezes em campo. “Estou muito ciente do que vai significar 2014. Na pré-temporada, vou trabalhar para o corpo aguentar o resto do ano. Tudo que eu fizer no Palmeiras vai refletir na seleção.”

A seleção é a principal motivação do jogador. “Você ver seus amigos jogando pelo seu país te faz repensar. Tive muito apoio do treinador Sampaoli e isso foi fundamental. Fiquei com muito medo de ficar fora da seleção, de ver meu país indo a mais uma Copa do Mundo e eu não poder participar desse acontecimento Espero continuar sentindo esse mesmo medo de perder uma coisa que vejo que está aí e, ao mesmo tempo, não está”, relatou.

No Palmeiras, a troca na presidência de Arnaldo Tirone para Paulo Nobre foi fundamental. “Se era para cutucar o jogador na imprensa, o presidente cutucava. Não tinha harmonia nem paz no clube. Mas, neste ano, teve. Desde o primeiro dia, o Paulo me tratou superbem e sempre falou superbem de mim na imprensa. O Kleina também fez com que eu me sentisse à vontade no grupo”, comentou.

Ainda querido por parte da torcida, o meia se mostrou também sensibilizado pelo rebaixamento do time. “O Palmeiras estava em uma situação difícil, na Série B, e era o momento perfeito para mudar. Não sei se mudei muito, mas era o momento de sentar e pensar: é agora ou já era. Graças a Deus, fui bem neste sentido, tive pessoas que me apoiaram e me aconselharam muito”, lembrou.

Agora, a promessa é de um 2014 melhor, até por ser um ano de Copa do Mundo e do centenário do Palmeiras. “Estou com muita energia e vontade para que chegue logo, que possamos jogar no nosso estádio e eu seja premiado como um dos jogadores que disputarão a Copa do Mundo. Tomara que essa ansiedade não vá pelo lado negativo”, falou Valdivia.

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