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Furacão quer começar a fazer história em primeiro duelo contra o Fla

Luiz Felipe Fagundes e Gazeta Press Curitiba (PR)

Palco de Copa do Mundo, em 1950, de decisões estaduais e de jogos da Libertadores da América, a Vila Capanema, em Curitiba, abrirá as portas nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília) e entrará para a história da Copa do Brasil ao receber o primeiro jogo da final da edição 2013 entre Atlético Paranaense e Flamengo. Com uma torcida empolgada com a fase da equipe, os donos da casa terão apoio total nas arquibancadas para fazer sua parte e conquistar uma vantagem.

O ano surpreendente do Furacão, especialmente após a pausa do calendário para a disputa da Copa das Confederações, chega a um momento decisivo. Lutando pelo G-4 do Campeonato Brasileiro, mas com tropeços nas últimas rodadas, o time busca além da vaga na Libertadores um título inédito em sua história: o da Copa do Brasil - após eliminar Palmeiras, Internacional e mais recentemente, nas semifinais, o Grêmio, ganhando em casa por 1 a 0 e segurando o empate sem gols no Rio Grande do Sul. O sonhos estão próximos de ser realizados, mas tudo pode se transformar em pesadelo em um período de 15 dias.

Por isso, além de conseguir administrar os dois torneios, fazer sua parte em casa no jogo de ida da final é fundamental na análise do técnico Vagner Mancini, que, após a derrota para o Botafogo, no final de semana, prometeu outro espírito em campo, com jogadores mais focados e competitivos, mostrando o porquê de terem chegado com ar de favoritos, contrariando todos os prognósticos.

Em relação ao time atleticano, algumas preocupações. Para a partida, o único desfalque é o lateral Léo, suspenso nos dois jogos – além de Roger de Bruno Silva, que disputaram a competição por outra equipe. Jonas assumirá a lateral-direita. Os problemas podem ficar para a volta, no Rio de Janeiro. Além do próprio Jonas, o goleiro Weverton, os zagueiros Manoel e Luiz Alberto, os volantes Juninho e João Paulo e o meia Everton estão pendurados com dois cartões.

O Rubro-Negro carioca, mergulhado em problemas administrativos, montou um elenco abaixo da expectativa, ainda corre risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, mas mostrou força no formato mata-mata. Conseguiu despachar o campeão brasileiro Cruzeiro nas oitavas, goleou o campeão carioca Botafogo por 4 a 0 nas quartas e eliminou o Goiás nas semifinais com triunfos por 2 a 1.

Com o rótulo de surpresas, os dois treinadores não colocam seus times como capazes de dar espetáculo nesta decisão. Eles, porém, esperam jogos muito disputados. “O Flamengo vai seguir a sua linha de colocar muita garra em campo para conseguir os objetivos que traçamos para esta Copa do Brasil. A decisão contra o Atlético Paranaense será muito complicada, decidida nos detalhes provavelmente, e não podemos deixar que eles tenham mais vontade que a gente “, disse Jayme de Almeida, técnico do Flamengo.

Divulgação/Atlético-PR
Enquanto o Flamengo tenta conquistar seu terceiro título da competição, Atlético-PR busca o primeiro (foto: Bruno Baggio)
Já Mancini, comandante do Atlético, vê semelhanças entre esse Furacão e o modesto Paulista, de Jundiaí (SP), que ele liderou ao título da Copa do Brasil em 2005, em decisão contra o Fluminense. “Vejo semelhanças entre os dois times. Assim como era o Paulista, o Atlético Paranaense não se intimida contra nenhum adversário e busca sempre as vitórias na base da garra e da determinação. Contra o Flamengo, espero duas batalhas e torço para que minha equipe entenda melhor o caminho para o título”, avaliou.

Os dois lados não concordam somente ao esperar jogos disputados. Eles entendem que o resultado do jogo de ida pode ter papel fundamental na final. “Acredito que esse primeiro jogo será fundamental para a decisão e para a nossa equipe. Nosso pensamento é conquistar uma grande vitória, de preferência sem levar gols. Temos que ir em condições de administrarmos com tranquilidade no Rio de Janeiro”, avaliou o meia Paulo Baier, veterano líder o Furacão.

Já os flamenguistas querem levar a decisão para valer para o Rio de Janeiro, mas sonham com gols em Curitiba, uma vez que os tentos anotados como visitante valem como critério de desempate. “Precisamos muito levar a decisão para o Maracanã, onde somos mais fortes. Não vamos jogar retraídos em Curitiba, pois precisamos de gols. Mas é necessário se expor com segurança, pois a segunda partida acontecerá em nossa casa”, alertou o volante Elias.

Em termos de escalação, no Flamengo, mesmo com o goleiro Felipe estando recuperado de artroscopia no joelho esquerdo, a tendência é que Paulo Victor seja mantido no setor. No mais, a base será a mesma que superou o Goiás nas semifinais.

Pelo Campeonato Brasileiro, as duas equipes se enfrentaram duas vezes. No primeiro turno, o Furacão mandou o jogo em Santa Catarina e a partida acabou 2 a 2. Já no Rio de Janeiro, no returno, os paranaenses ganharam por 4 a 2, de virada, e o resultado provocou a saída do técnico Mano Menezes do Flamengo.

No fim de semana, ambos os finalistas preservaram seus titulares pelo Brasileirão, e a estratégia custou caro. O Flamengo foi derrotado pelo Grêmio por 2 a 1 no Rio Grande do Sul, enquanto o Atlético-PR acabou atropelado pelo Botafogo no Maracanã, sendo goleado por sonoros 4 a 0.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR X FLAMENGO-RJ

Local: Estádio Durival Britto e Silva, em Curitiba (PR)
Data: 20 de novembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50(de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Alessandro Rocha (Fifa-BA)

ATLÉTICO-PR: Weverton, Jonas, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Zezinho, Everton e Paulo Baier; Marcelo e Ederson
Técnico: Vagner Mancini

FLAMENGO: Paulo Victor, Leonardo Moura, Wallace, Chicão e André Santos; Amaral, Luiz Antônio, Elias e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane
Técnico: Jayme de Almeida

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