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Indefinições para 2014 afetam relacionamento entre Nobre e elenco

William Correia São Paulo (SP)

Ao substituir Arnaldo Tirone, Paulo Nobre teve mais de seis meses de profunda paz entre ele e os jogadores do Palmeiras cumprindo o que prometia, inclusive com o pagamento em dia de salários. A relação, contudo, sofreu um primeiro baque após as críticas públicas na eliminação na Copa do Brasil, e a confiança reduziu bastante em meio às indefinições para a próxima temporada.

Dois temas incomodam os atletas: Gilson Kleina e manutenção do elenco. O sentimento do time é de ter conseguido com antecedência os objetivos de subir e ser campeão da Série B do Brasileiro, enquanto a diretoria pouco tem feito para 2014. Aos poucos, líderes do elenco estão expondo a impaciência com a demora dos dirigentes.

Durante as quase três semanas em que Nobre demorou para cumprir sua promessa e procurar Kleina, os jogadores cogitaram separar líderes para pedir a permanência do treinador à diretoria. Após o diretor executivo José Carlos Brunoro confirmar que só passou a negociar com o técnico por não ter dinheiro para contratar Marcelo Bielsa, o plantel se manifestou gritando para todos ouvirem no vestiário do Pacaembu.

Henrique, Fernando Prass e Alan Kardec têm alertado em suas entrevistas para os prejuízos no planejamento com a demora para escolher um treinador. Atentam até para a necessidade de reforços. E Nobre avisou que tudo tem sido ‘travado’ porque não se sabe ainda a comissão técnica do Verdão em 2014.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Nobre já gerou baque com crítica pública após a Copa do Brasil e tem demorado para definir o planejamento para 2014
Os jogadores demonstram desconforto não só na maneira de lidar com o técnico, mas também nas aparições do presidente. Desde a conquista do acesso, em 26 de outubro, o dirigente só voltou a dar entrevistas no último sábado. Durante todo esse período, coube aos atletas ter que responder sobre a situação do técnico, posição na qual não estiveram à vontade até por sentirem ter pouca influência no futuro do clube.

Internamente, a demora para discutir renovações de contrato de atletas também incomoda. São 13 que ficam sem vínculo em dezembro, e mesmo titulares como Leandro e Márcio Araújo não definiram ainda se permanecem. É comum ouvir nas entrevistas colegas se solidarizando a quem está nessa situação dizendo “todos sabem como é difícil a vida de jogador”.

Diante de todos esses problemas, existe a preocupação para cumprir as expectativas de todos no ano do centenário do Palmeiras. A postura de torcedores que se recusaram a comemorar a campanha na Série B do Brasileiro serviu como alerta, e os jogadores desejam que a diretoria faça sua parte para que sejam mais justas as cobranças certas em 2014.

Em agosto, líder da Série B e já com o acesso próximo, os jogadores sentiram que são alvos do próprio presidente após a eliminação na Copa do Brasil, perdendo por 3 a 0 para o hoje finalista Atlético-PR, em Curitiba. Nobre questionou todos em entrevista coletiva minutos após a partida, no primeiro impacto que a relação então tranquila sofreu. Agora, o desejo é que o dirigente ajude na busca por algum título no ano que vem.

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