Esportes - ( - Atualizado )

Italianos e brasileiros se unem para São Paulo ser padroeiro dos esportistas

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Idealizada pelo Panathlon International, associação esportiva mundial fundada na Itália em 1951, a campanha para que São Paulo seja oficializado como padroeiro dos esportistas chegou ao Brasil. O movimento foi lançado nesta segunda-feira em cerimônia na Igreja Santíssimo Sacramento, na Zona Sul da capital paulista, e contará com o apoio de atletas e devotos brasileiros e italianos para que o novo ‘posto’ do santo seja cedido pelo Papa Francisco em 2014.

A campanha teve início pelas mãos de integrantes do Panathlon Club e da Sociedade São Paulo, ambos da cidade italiana de Alba, além de Dom Marcello Lauritano, diretor do Centro Cultural São Paulo da Família Paulina. Os devotos, então, convidaram o engenheiro Maurizio Monego a redigir uma carta para argumentar a favor da nomeação de São Paulo como padroeiro dos esportistas.

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No documento, Monego ressalta os feitos de Paulo para se redimir do período em que perseguiu os cristãos. Já como apóstolo, tornou-se o primeiro a levar a palavra de Jesus Cristo aos gentios, todo povo não-judeu. Em uma de suas missões, encontrou-se em dificuldades para lidar com os gregos, criadores dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, e passou a utilizar metáforas com esportes para atrair a atenção deles.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O italiano Maurizio Monego redigiu manifesto a favor da nomeação de São Paulo como padroeiro dos esportistas
"Os valores do esporte miram uma vida saudável, enquanto os valores das mensagens de São Paulo miram a vida eterna. A combinação entre o ensinamento de Paulo e os valores do esporte são a razão para querermos nomeá-lo padroeiro dos esportisas. O futebol é um dos caminhos, um importante caminho, mas para o Panathlon o importante é difundir a mesnagem por todos os esportes", ressaltou o vice-presidente internacional da entidade e membro do Conselho do Comitê para o Fair Play.

O discurso de Maurizio Monego fortaleceu o movimento e os italianos iniciaram a busca pelo apoio de devotos do santo pelo mundo antes de entregar o pedido oficialmente ao Vaticano. No Brasil, os aliados encontrados foram os paulistas, que têm São Paulo como padroeiro do estado e da própria capital. Além disso, o Panatlhon Club também possui sede na maior cidade da América Latina e em outros 12 municípios, facilitando a disseminação do movimento.

Blogueiro da GazetaEsportiva.net e membro de honra da entidade, Henrique Nicolini é um dos entusiastas do movimento e vê o empenho dos devotos como o exemplo dos valores pregados por São Paulo. E se os devotos do santo esperam ansiosamente pelo veredicto de Francisco I, que deve ser divulgado em março ou abril, outros papas já haviam reforçado a importância de São Paulo para disseminar o cristianismo por meio das metáforas e do esporte.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Henrique Nicolini agradeceu o empenho dos companheiros de Panathlon para colocar o projeto em prática
João Paulo II, que permaneceu como chefe da Igreja Católica de 1978 a 2005, mesmo ano em que faleceu, já havia destacado a importância do santo para a construção da sociedade moderna: “São Paulo reconheceu a importância do esporte, considerando-o mais que uma imagem do ideal ético, mas visualizando seu valor para a formação do homem, como componente de sua cultura e civilidade. Assim, ele continuou os ensinamentos de Jesus, fixando a prática cristã”.

Seu sucessor, Bento XVI, também discorreu sobre a maneira como o esporte auxiliou a religião a se estabelecer entre os fieis em entrevistas ainda enquanto cardeal. A Sociedade São Paulo e a Família Paulina irão comemorar 100 anos de existência em 20 de agosto de 2014, aumentando as expectativas do aval de Francisco I como um presente aos devotos. 

"São tres anos de preparação para o centenário e vai haver uma série de celebrações. Esperamos que essa iniciativa dê fruto. São Paulo viajava e frequentava as grandes cidades da época, passando por ginásios e arenas, especialmente para ver as lutas. E ele colocava até uma linguagem guerreira, além do esporte. Seria uma luz especial na nossa caminahda do centenário ver isso de concretizar", projetou o Pe. Antônio da Silva, membro da Sociedade São Paulo.

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