Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kleina resgata orgulho próprio ao levantar clube grande que rebaixou

São Paulo (SP)

Gilson Kleina voltou a colocar o seu nome na história do Palmeiras – desta vez, de forma positiva. Presente no segundo rebaixamento da história do clube, em 2012, o técnico que tem destino incerto em 2014 liderou o time alviverde ao acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2013. O orgulho próprio foi definitivamente resgatado neste sábado, contra o São Caetano, no Pacaembu.

Em setembro, quando concedeu entrevista para a Gazeta Esportiva, Kleina já falava sobre a sua grande missão no Palmeiras. Não queria fazer projeções sobre o seu futuro profissional, mas sim em relação à segunda divisão nacional. “Quero resgatar o orgulho de todos, principalmente do palmeirense, estabelecendo definitivamente o Palmeiras na Série A. Depois, o futuro segue”, comentou o comandante, na época.

O Palmeiras foi o primeiro grande clube dirigido por Kleina, cujo grande feito até então havia sido o acesso da Ponte Preta à Série A em 2011. O técnico nunca contou com a preferência do presidente Paulo Nobre para o cargo, tanto é que só não acabou demitido após a vexatória goleada por 6 a 2 diante do Mirassol em 27 de março porque o ato custaria cerca de R$ 2 milhões ao clube.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Gilson Kleina subiu com o Palmeiras à primeira divisão do Campeonato Brasileiro e resgatou o seu orgulho
Apesar da desconfiança da diretoria e de parte da torcida, Kleina conseguiu unir o elenco palmeirense na Série B. O capitão Henrique, por exemplo, é um dos que passaram a defender publicamente a renovação contratual do treinador – o vínculo atual tem validade até o final do ano. “Todos gostam do Gilson aqui. Nós o respeitamos. Ele foi homem para assumir o time em uma situação crítica, enfrentou dificuldades e criou uma família no Palmeiras”, advogou o jogador.

Kleina gosta de incluir também os torcedores na família palmeirense. O técnico sempre conta histórias de torcedores que encontra nas ruas. Antes mesmo de sair de casa, por exemplo, costuma ouvir cobranças do porteiro do seu prédio, José Carlos. No caminho de casa até a Academia de Futebol, lembra-se de ouvir uma criança gritar: “Vai, Palmeiras!”.

“O torcedor não vem falar do jogo, fala da história do Palmeiras, transcende o que aconteceu no passado, como eram os títulos. É uma responsabilidade porque a torcida agrega várias gerações. Quem sabe no fim do ano não dou mais uma alegria para todas essas gerações, as que vão nascer e as que têm mais de 100 anos?”, vislumbrava, no tempo em que o Palmeiras ainda não tinha confirmado o seu retorno à primeira divisão.

Agora devidamente acolhido pela família palmeirense, Gilson Kleina tenta pontuar o seu lugar na trajetória do clube quase centenário. “As coisas precisam ser avaliadas como são: vim para cá com 13 jogos e tinha condição de salvar do rebaixamento, precisando ganhar oito. Como não aconteceu, eu me coloco nessa parcela de culpa para demonstrar que não estamos aqui para transferir responsabilidades, mas para solucionar e pensar para frente. Espero terminar o ano na Série A”, sonhava o técnico, com o orgulho resgatado para já começar a projetar 2014.

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