Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kleina tenta esconder decepção e vê ansiedade e incompetência em Belém

Belém (PA)

O Palmeiras só não podia perder do Paysandu nesta terça-feira para conquistar o título da Série B do Brasileiro. Mas acabou derrotado por 1 a 0 no Mangueirão em uma péssima atuação que, de acordo com Gilson Kleina, não se transformou no ponto que falta para ser campeão por problemas psicológicos e técnicos da equipe.

“Poderíamos trabalhar mais a bola, mas bateu a ansiedade, tentamos na força e não fomos competentes para fazer o gol”, lamentou o treinador, buscando escolher as palavras para não demonstrar o abatimento que estava claro em sua fisionomia. “Não sei dizer se é decepção o sentimento...”

Ao longo de sua entrevista coletiva, o próprio comandante admitiu que estava ansioso para comemorar o título mais importante de sua carreira nesta terça-feira. Independentemente da péssima apresentação, queria o resultado necessário para festejar. “Toda vitória é justa, não quero tirar o mérito do Paysandu, mas poderíamos ter uma sorte melhor”, imaginou.

Entre suas explicações para o desempenho em campo, Kleina citou os oito desfalques: Leandro, suspenso, Valdivia, que está com a seleção chilena, e Wesley, Vinicius, Mendieta, Charles, Vilson e Luis Felipe, todos sem condições físicas de entrar em campo. O técnico ainda resolveu inovar, deixando Fernando Prass no banco para promover a estreia do goleiro Fábio como profissional.

O que se viu em campo, porém, foi um time superado pela disposição de um adversário que tenta sair da zona de rebaixamento. “Foi um jogo aguerrido, pegado. Tivemos posse de bola, arrematamos, trocamos passes, mas a nossa jogada de linha de fundo ficou distante, a marcação do Paysandu nos prejudicou. No segundo tempo, aceitamos o jogo deles, começamos a recuar e tomamos o gol.”

Wagner Carmo/Gazeta Press
Técnico admitiu que estava ansioso para comemorar o título nesta noite e viu problemas técnico e psicológico no time
O gol paraense saiu em uma jogada vexatória, na qual os atletas trocaram passes dentro da grande área e colocaram a defesa palmeirense na roda, inclusive fazendo de Henrique um mero espectador, dentro da pequena área, vendo Djalma rolar para Yago Pikachu chutar nas redes vazias, apesar de o goleiro Fábio ter sido quem mais se moveu para evitar que isso ocorresse.

Em desvantagem, Kleina desfez o 3-5-2 inicial e mudou toda a formação tática do time, sacando André Luiz, Wendel e Ananias para escalar Serginho, Fernandinho e Caio. “Colocamos jogadores com mais estatura, o chute de fora do Serginho a armação do Fernandinho, ficamos superofensivos, mas apostamos muito no chuveirinho”, constatou.

Agora, o que resta a Kleina, é tentar uma equipe capaz de não perder do Boa no Pacaembu. “Temos que mobilizar para o Palmeiras ser vitorioso no sábado”, disse o técnico que só não será campeão da Série B se perder todos os três jogos que restam e a Chapecoense vencer todos os três compromissos que ainda tem na competição.

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