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Muricy já exige elenco "campeão" antes mesmo de renovar contrato

Tossiro Neto Mogi Mirim (SP)

Mesmo depois de ter evitado o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de forma impressionante, Muricy Ramalho ainda não havia falado tão abertamente sobre o São Paulo que pretende para 2014. Falou na quarta-feira, em Mogi Mirim, depois de ser eliminado pela Ponte Preta na semifinal Copa Sul-americana: ele exige reforços de ponta para brigar por todas as competições.

"Tem que trazer jogadores que sejam do nível do São Paulo. Se for para trazer jogador mais ou menos, é melhor não trazer. O São Paulo sempre foi diferente nisso, porque aqui não é para participar, é para ganhar título. Tem que ser de nível muito alto, senão eu não vou concordar. Tem que ter currículo para ser campeão", cobrou.

A qualidade do grupo atual, o treinador já havia questionado em algumas oportunidades ao longo do segundo semestre. Ele não aponta diretamente quais as carências, mas costuma citar como setores mais fortes a defesa e o meio-campo criativo, além da meta, ainda defendida por Rogério Ceni - o qual ele espera que não se aposente. Nas demais posições, a necessidade de contratações é maior.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Treinador são-paulino quer time mais competitivo e não aceitará quem não tiver currículo vencedor
O único nome certo para o próximo ano é o de Luis Ricardo, lateral direito de 30 anos que pertence à Portuguesa e já tem acordo para defender o São Paulo a partir de janeiro. Mas a comissão técnica quer mais laterais, ao menos um bom volante e outros atacantes. Mas que já tenham demonstrado valor em outras equipes.

"Não pode trazer apostas. Aposta, a gente pega da base. Tem que trazer jogador diferente, com perfil de campeão. É o que a gente espera e é o que a gente está pedindo. Não adianta pôr jogador mais ou menos, porque não vai dar certo. E é claro que eu também não vou concordar", frisou Muricy, que tem tido auxílio do coordenador técnico Milton Cruz para analisar as possibilidades disponíveis no mercado.

O curioso é que o treinador nem tem no papel sua própria garantia. Querido pela torcida e tendo cumprido a principal meta ao evitar a queda para a Série B, ele tem certeza de que seu contrato será ampliado em questão de tempo.

"Não tivemos chance ainda para isso. Mas sei o que o clube pode me pagar, sei a realidade do clube. Abri muito a mão para vir dessa vez, e rapidamente eu acerto. O problema maior nosso é o time. A gente tem que melhorar o time para ter um ano melhor do que foi esse aqui", ressaltou, mais uma vez cobrando um elenco que passem além de semifinais ou últimas colocações de campeonato.

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