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Para Nobre, contrato de produtividade é "cenoura na frente do cavalo"

William Correia São Paulo (SP)

Após tanto ouvir que a proposta aceita por Gilson Kleina é com redução salarial, Paulo Nobre resolveu usar uma metáfora para explicar os contratos de produtividade que oferecerá também aos jogadores buscados pelo Palmeiras a partir de agora. A comparação é a um animal atraído continuamente por um alimento para se empenhar cada vez mais.

“É a famosa cenoura na frente do cavalo para ter mais ambição de correr mais rápido”, apontou o presidente. Essa será a ideia oferecida até aos 13 atletas cujos contratos com o Verdão acabam em 31 de dezembro: salários não tão altos quanto os que outros clubes podem se comprometer, mas com prêmios maiores a cada meta atingida .

“Não é para se pagar menos, mas muito mais, só que de uma forma que todos ganhem juntos nessa relação”, indicou. “Os números no futebol são sempre muito, muito grandes. Esse conceito, caso vingue, será muito saudável e positivo. Temos sempre que buscar atingir todos os objetivos e, nesse conceito, cada vez que você paga mais aos contratados na parte variável é porque o clube ganhou também.”

O dirigente teve como estímulo para adotar a estratégia, corriqueira no mercado financeiro, a negociação dos “bichos” (bônus por vitória) com o elenco neste ano. O Palmeiras só pagou por empate fora de casa ou vitória em qualquer lugar, e com um valor menor até do que outros times na Série B. Mas a quantia dobrou na conquista do acesso e triplicou com o título. Para alegria do mandatário, os atletas entenderam e aceitaram a ideia.

“Em 2012, o Palmeiras caiu, mas ganhou alguns jogos e foram pagos os bichos desses jogos. Não faria sentido os jogadores devolverem esse dinheiro porque é um presente já institucionalizado no futebol. Minha proposta é que o bicho continue existindo, mas muito pequeno. Porém, multiplicado quando os objetivos forem atingidos. Seria muito saudável para o futebol e uma responsabilidade com o dinheiro do clube”, comentou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Nobre conta com Kleina como trunfo para provar que estratégia do mercado financeiro pode vingar no futebol
Nobre, contudo, sabe que não será fácil vingar o que ele mesmo aponta como inovação no futebol. “Em toda mudança, você encontra resistência inicial até entenderem como funciona. Não se muda uma filosofia quase centenária da noite para o dia. Sairei do cargo muito satisfeito se as sementes de todas as ideias que forem plantadas já estiverem começando a brotar. O primeiro passo é muito pequeno, mas muito importante.”

De acordo com o presidente, entretanto, Kleina entendeu a ideia, embora tenha se mostrado constrangido por ter diminuído a parte fixa que recebe mensalmente. “Que o Kleina faça o que está acostumado e faz muito bem: trabalhar. Espero que consiga conquistar toda a parte variável do seu contrato porque, caso consiga, o Palmeiras vai ganhar muito”, projetou o dirigente.

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