Futebol/Copa Sul-americana - ( )

Por três gols, são-paulinos se cobram inteligência sem pressa

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Para o elenco do São Paulo, a necessidade de fazer pelo menos três gols para não ser eliminado pela Ponte Preta, na quarta-feira, não pode ser traduzida em pressa. Os jogadores se cobram tranquilidade para fazer um jogo inteligente, em Mogi Mirim, após o revés por 3 a 1, no Morumbi.

"A gente não vai fazer três gols de uma vez só. Eles vão se defender bem, vão jogar com apoio dos torcedores. Mas temos que estar preparados para reverter a situação. É um jogo complicado, mas tudo pode acontecer", diz Maicon.

Ao contrário de muita gente, o meia não acredita que a equipe de Campinas se limitará a defender, já que tem a vantagem de poder perder por 2 a 0 para avançar à decisão da Copa Sul-americana. Em sua opinião, a estratégia deve ser semelhante à que a Ponte adotou para vencer por 2 a 0 o Vélez Sarsfield, na Argentina, na fase anterior.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Maicon: "Não vamos fazer três gols de uma vez só"
"Eu assisti a esse jogo, e não achei que a Ponte ficou o tempo todo atrás. Eles atacaram, tiveram chance. Tanto é que fizeram dois gols, o segundo já no desespero da equipe do Vélez. A gente tem que ser inteligente, não vamos fazer três gols de uma vez só", repetiu.

Embora seja uma missão complicada - o próprio técnico Muricy Ramalho reconhece não ter passado por uma situação semelhante na carreira, nem como jogador -, ninguém no São Paulo joga a toalha. Até porque esse elenco tem exemplos recentes de superação na temporada.

"Antes do primeiro jogo, todos apontavam que o São Paulo iria ganhar, mas futebol é em campo, 11 contra 11. Contra o Cruzeiro (então líder e agora campeão brasileiro), todos falaram que iríamos tomar uma surra, mas ganhamos. Torcida não entra em campo. Quem estiver melhor no dia vai sair vencedor", justificou o camisa 18.

O duelo será em Mogi Mirim (às 21h50 de quarta-feira), e não em Campinas, porque a Conmebol atendeu à solicitação são-paulina e fez valer a exigência de capacidade mínima de 20 mil espectadores do estádio, vetando o Moisés Lucarelli.

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