Futebol/Brasileiro Série B - ( )

Prass vê 38% do grupo sem renovar e pede que erro de 2013 não se repita

William Correia São Paulo (SP)

Fernando Prass chegou ao Palmeiras em dezembro e, até o fim de janeiro, viu só o lateral direito Ayrton ser anunciado. Naquele momento, o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) precisava dar aval para qualquer contratação até a eleição de Paulo Nobre, que ocorreu quando o Paulista já tinha começado. Para 2014, a situação é diferente, mas o goleiro teme que as mesmas dificuldades sejam encontradas.

“Antes da eleição, no fim de janeiro, chegamos só eu e o Ayrton. Depois, houve uma dificuldade muito grande de contratar porque é difícil encontrar jogadores em fevereiro”, disse o veterano, que explica sua apreensão: 13 jogadores – 38% do elenco atual – ficarão sem contratos em 31 de dezembro e não têm ocorrido avanços nas negociações.

“São 13 jogadores, é praticamente metade do grupo. Não tem como, vai ficar difícil”, previu, como um alerta aos dirigentes. “Jogador em fim de contrato pode acertar com outro clube, e é um pouco arriscado ficar esperando pelo clube, porque você acaba não aceitando propostas e, se vier um treinador que não te quer, fica desempregado.”

O jogador mais velho do elenco expõe o temor de um desmanche. Os atletas que, por enquanto, começarão 2014 sem contrato com o clube são o goleiro Bruno, o lateral Fernandinho, os zagueiros Vilson e André Luiz, os volantes Márcio Araújo, Charles, Wendel, Léo Gago e Marcelo Oliveira, os meias Ronny e Rondinelly e os atacantes Leandro e Ananias.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Jogador mais velho do elenco pede que diretoria comece a tentar manter os 13 que podem sair
“É necessário muito cuidado porque é muito complicado. Você anda em uma linha muito fina entre um planejamento seguro e não se arriscar em perder jogadores importantes”, disse Prass, pedindo à diretoria que, antes de buscar contratações, ao menos renove com boa parte dos que ficarão sem vínculo.

“O primeiro passo é manter quem está aqui porque já temos uma base muito boa. E precisamos de reforços. Neste ano, já tivemos que improvisar muitas vezes. No ano que vem o calendário estará mais apertado e disputaremos um campeonato que exige mais. Vamos precisar mais de grupo do que neste ano”, projetou, apreensivo porque a promessa ainda não cumprida de definições a partir de 26 de outubro, quando o time conquistou o acesso.

“Isso atrasa o planejamento todo. Torcemos para que tudo se resolva o mais rápido possível para aproveitarmos o tempo a mais que temos em relação aos outros clubes. Queremos isso o mais rápido possível para começar a pensar mesmo em 2014”, pediu Prass.

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