Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Presidente do Náutico reconhece erros, mas exalta entrega ao clube

Recife (PE)

Com a equipe rebaixada para a Série B do Campeonato Brasileiro desde a 32ª rodada, o presidente do Náutico, Paulo Wanderley, fez um balanço da administração neste ano. Em entrevista ao Diário de Pernambuco, o dirigente reconheceu seus erros, como, por exemplo, a contratação do técnico Zé Teodoro.

“(Me arrependo) por ter ouvido demais, ter ouvido tanta gente. Acho que o presidente de um clube como o Náutico tem que ouvir, mas também precisa ser mais duro. Temos que ouvir, sim, mas temos que decidir com mais força, mais convicção”, disse Wanderley.

Para o presidente, a mudança de treinador no começo do ano, quando Alexandre Gallo foi contratado pela CBF para assumir o cargo de técnico das divisões de base da Seleção Brasileira, deu início à série de problemas que o clube enfrentou.

“Sabíamos que iríamos enfrentar dificuldades, mas não imaginávamos que a saída dele seria tão ruim, tão danosa para o clube. A gente imaginava que conseguiria no mercado um comandante que daria andamento ao planejamento, mas isso não funcionou”, afirmou.

Divulgação/Náutico
Paulo Wanderley afirmou que um dos maiores problemas que o Náutico enfrenta são as divergências políticas
Rechaçando a possibilidade de antecipar as eleições do clube, Wanderley explicou a cisão com o vice-presidente alvirrubro, Toninho Monteiro, com quem não se relaciona mais.

“Quis mandar mais que o presidente, quis tomar decisões que não cabiam a ele naquele momento e eu, ponderamente, tentei várias vezes fazer com que ele enxergasse isso. Mas eu, como presidente, não poderia admitir que ele como vice quisesse me tirar do cargo completando apenas um ano de mandato”, explicou.

O presidente admitiu que o clube falhou ao priorizar a contratação de jogadores mais desconhecidos e baratos, mas pediu maior compreensão dos torcedores.

“Só quero lembrar, torcedor, que cheguei ao clube em 2002. Sempre estive, nesses 12 anos, todos os dias no Náutico. Sou um dos presidentes mais presentes no clube. Estamos aí, continuamos trabalhando, amamos o clube como qualquer torcedor. É um momento difícil, pois não gostaria nunca de deixar o Náutico nessa situação”, completou.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade