Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Tite revela dúvida antes do pênalti e conselho contra “cavadinha”

Araraquara (SP)

O técnico Tite não sabia se deveria confiar ao atacante Alexandre Pato a responsabilidade de cobrar um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo da partida contra o Fluminense, neste domingo. A “cavadinha” do astro, que decretou a eliminação do Corinthians da Copa do Brasil, ainda estava na memória do comandante.

“Eu estava na dúvida. O Douglas seria o batedor, mas já havia saído, assim como o Renato Augusto, enquanto o Romarinho ainda é garoto. Chamei o Alessandro para conversar. Ele me falou que o Pato era o melhor batedor, e eu também pensava desse jeito. O Emerson disse a mesma coisa. Isso mostra o nosso espírito de equipe”, comentou Tite.

Não foram apenas Alessandro e Emerson que influenciaram o treinador. O próprio Pato, que sofreu o pênalti do defensor Anderson (expulso) após cruzamento do Sheik, fez questão de se apresentar para a cobrança. “Ele teve a coragem de chamar isso para ele. Fez o gol com toda essa pressão, aos 45 do segundo tempo, e botou para fora todo o seu entusiasmo, querendo ouvir a manifestação de alegria da torcida depois de ser criticado”, elogiou Tite, sorrindo.

Apesar de enaltecer a postura de Pato, o técnico não deixou de aconselhá-lo antes da cobrança que sacramentou a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense. O intuito era evitar a repetição da cena caricata do jogo contra o Grêmio, quando o goleiro Dida agarrou com facilidade a “cavadinha” do corintiano.

Divulgação/Agência Corinthians
Diego Cavalieri não alcançou a bola no chute forte de Alexandre Pato (foto: Daniel Augusto Jr.)
“Falei para o Pato bater o pênalti como estava acostumado. Sei que o Cavalieri é um baita goleiro, pois eu o lancei no Palmeiras. Então, deveria chutar como ele fez (forte, no alto). Se ele fizesse isso e o goleiro pegasse ainda assim, ninguém diria nada, pois é da vida, do esporte”, afirmou Tite.

O próprio Diego Cavalieri, mais um que elogiou Pato, confessou imaginar ver o adversário tenso no momento da cobrança do pênalti. Esperou o máximo que pôde para pular no canto certo (ou permanecer parado, no meio do gol) e fazer a defesa. Não conseguiu.

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