Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Torcedor de MT chega a SP e perde jogo do Verdão por venda de mando

William Correia São Paulo (SP)

Um dos maiores prejudicados pela decisão da diretoria em vender o mando do jogo contra o Ceará, que passou do Pacaembu para Campo Grande (MS), estava na porta da Academia de Futebol nesta terça-feira. O técnico de enfermagem Mateus Bruno mora em Cuiabá (MT), a 600 km de Campo Grande, e já tinha comprado passagem para São Paulo em julho com a intenção de ver a partida deste sábado.

“Comprei as passagens, reservei o hotel quatro meses antes, e aconteceu de, na semana passada, o jogo ter mudado pra Campo Grande, que é vizinho da minha cidade. O Palmeiras foi e eu vim”, lamentou o torcedor, que escolheu este jogo porque, no sábado, completará 26 anos de idade. “Vim pra ver o jogo, e o verei pela TV.”

Na viagem que programou,de trajeto com cerca de 1000 km a mais em relação ao deslocamento entre Cuiabá e Campo Grande, Mateus convenceu sua noiva a vir para São Paulo com ele e promete aproveitar a cidade. Para diminuir a frustração de seu lado torcedor, ele também fez questão de se manifestar exibindo no portão do centro de treinamento com uma faixa dizendo “Fica, Gilson Kleina”.

Gazeta Press
Torcedor faz aniversário neste sábado e comprou passagem para São Paulo há quatro meses
“Já falei com o Kleina ontem (quarta-feira), agradeci e trouxe uma lembrança de Cuiabá: guaraná ralado, que é uma coisa bem tradicional. No elenco tem gente que já me conhece, buzina, fala ‘ô, cuiabano’. Não tem preço que pague isso. Só o prazer de estar aqui, já é uma grande coisa”, comemorou.

O torcedor, ao menos, já acompanhou o time atual. Esteve no Pacaembu na vitória por 1 a 0 sobre União Barbarense, em 24 de fevereiro, pela primeira fase do Campeonato Paulista, e na derrota por 2 a 1 para o Tijuana, em 14 de maio, que eliminou a equipe nas oitavas de final da Libertadores. Sempre apoiando.

“O verdadeiro palmeirense não protesta. Quando o time está ganhando é muito facil, tem que torcer quando está lá embaixo. Nunca sairia da minha cidade para xingar jogador porque é a profissão dele. Eu nunca iria aceitar a família de um paciente meu me xingar”, ensinou o técnico de enfermagem.

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