Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Tricolores veem Fla-Flu como divisor de águas na temporada

Gazeta Press Rio de Janeiro (SP)

O Fluminense está vivendo um dos seus piores momentos na temporada. Sem ganhar há sete partidas, o time perdeu de 3 a 2 para o Vitória, de virada, mesmo estando com um homem a mais desde a metade do primeiro tempo, no último final de semana. Com 36 pontos conquistados, a equipe está apenas três acima da zona de rebaixamento. Assim, cresce a tensão para o clássico deste domingo, às 19h30 (de Brasília), diante do Flamengo, no Maracanã, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar disto, os jogadores parecem bastante confiantes, pois olham o clássico contra o rival como uma grande oportunidade de mudarem a história na competição.

“O momento pode não ser positivo, mas não estamos na zona de rebaixamento e temos condições de mudarmos essa realidade. Faltam sete jogos para acabar o Campeonato Brasileiro e, se ganharmos do Flamengo, por exemplo, vamos ganhar mais moral. Vencer um clássico sempre é uma sensação muito diferente e não podemos deixar de lembrar disso um só momento nesta preparação. Estamos confiantes e sabemos que vamos fazer um grande jogo contra o Flamengo. Empenho e determinação não faltarão”, prometeu o zagueiro Gum.

O volante Edinho pensa de maneira parecida. “O Campeonato Brasileiro está entrando em um momento decisivo, são sete decisões e, ganhando do Flamengo, vamos pegar moral para irmos bem até o fim do ano. Os clássicos costumam ter esse efeito nos times, mudar ambientes e até mesmo modificar a história de uma equipe na competição. Portanto, para nós o jogo deste domingo é uma grande decisão e esperamos contar com o apoio dos nossos torcedores. Eles sabem o que pode representar deixar o gramado com uma vitória neste domingo”, analisou Edinho.

Já o lateral-direito Igor Julião lembrou que o Fluminense depende dos próprios resultados para conseguir permanecer na elite do futebol nacional. Portanto, está otimista em um bom desempenho no clássico.

“Só dependemos das nossas próprias forças para conseguirmos afastar esse risco de rebaixamento, e isso é o mais importante em um momento que o Campeonato Brasileiro entra na sua reta final. São sete jogos decisivos e temos que somar o máximo de pontos possível para evitar a queda, ainda mais porque a média de pontuação para escapar pode ser maior do que a dos anos anteriores”, lembrou.

Para este compromisso, o técnico Vanderlei Luxemburgo está mantido à frente do elenco, mas em caso de um novo tropeço, dificilmente ele vai escapar de uma demissão, que quase aconteceu esta semana, quando o empresário Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do clube, e Rodrigo Caetano, diretor executivo do departamento de futebol, conseguiram convencer o presidente Peter Siemsen a não demitir Luxa. O dirigente vem sofrendo a pressão de alguns fortes aliados políticos que defendem mudanças na comissão técnica para mexer com o elenco e mudar os rumos do Fluminense no Campeonato Brasileiro. Alguns nomes como os de Caio Júnior, demitido recentemente do Vitória, Paulo Autuori, que saiu do São Paulo, e Dorival Júnior, dispensado na última segunda-feira pelo Vasco, são fortes fantasmas para Vanderlei, que prefere evitar o assunto.

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