Futebol/Brasileiro Série B - ( )

Valdivia se diz mal-interpretado e faz campanha para Kleina ficar

William Correia São Paulo (SP)

Há dez dias, Valdivia garantia ter plenas condições físicas para atuar integralmente em todos os jogos, culpando Gilson Kleina por ter sido frequentemente substituído. Desde então, o técnico que montou um plano especial para monitorar o jogador mais caro do elenco nunca mais o tirou de campo, e o meia assegurou que nunca quis polemizar com seu chefe.

“O fato de não jogar os 90 minutos era escolha do treinador. Quando fui falar isso, vocês (jornalistas) criaram... Ou me expressei mal ou vocês entenderam totalmente o contrário. Não podem falar que estou cobrando”, tentou desconversar o chileno.

“Minha relação com o Gilson é ótima, uma das melhores, tenho um carinho gigante por ele e respeito. E eu não poderia cobrar o treinador, como jamais cobrei nenhum. O treinador escolhe a hora certa de colocar e tirar, como falei”, insistiu.

Como prova da boa relação com o técnico, o camisa 10 se colocou entre os que desejam a renovação com o treinador, cujo contrato acaba em 31 de dezembro. “Cada um dos jogadores já disse o que gostaria: ter o Kleina para o próximo ano”, disse Valdivia, ciente de que a diretoria ainda nem procurou Kleina e já avisando os dirigentes sobre a busca de um nome “de grife”.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Chileno disse que nunca quis criticar o treinador e se coloca entre os jogadores que querem sua permanência
“Claro que ajuda um treinador medalhão, mas, hoje em dia, é muito mais importante um cara com o respeito do time. Que o time respeite quando ele fala e se posiciona no vestiário. E isso acontece no nosso vestiário”, falou. “A nossa diretoria sabe muito bem o que fazer e tem dado mostras disso. Agora, temos que ficar tranquilos, que seja o melhor para o clube. O ano que vem é muito importante e que seja o melhor para o nosso Palmeiras.”

Ao saber das declarações de Valdivia, Kleina manteve a postura apaziguadora que adotou desde o momento em que soube das declarações. O técnico assumiu a culpa atribuída pelo atleta, lembrando que, sendo poupado, ele atuou com mais frequência, voltou à seleção chilena e é nome certo na Copa do Mundo. Após a tentativa de paz pública do jogador, manteve sua postura.

“Nunca tivemos problema. Todo jogador quer jogar, imagine o Valdivia. O que fiz foi ter coerência, e ele sabe disso. Não tirava o Valdivia para prejudicá-lo, mas para preservá-lo e ajudar a equipe. Eu o entendo, mas temos que manter essa coerência. Desde que fizemos esse trabalho de prevenção, ele está praticamente todos os meses jogando. É difícil tirar o ídolo de jogos, mas tínhamos que fazer isso”, ressaltou.

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