Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Wendel coloca segundo acesso pelo Palmeiras no currículo

São Paulo (SP)

Wendel é o único jogador do elenco atual do Palmeiras que estava na campanha do acesso em 2003. Ele rodou por vários clubes antes de voltar a vestir o verde e branco paulistano, encontrar um time que julga melhor do que o de dez anos antes e conquistar mais uma vez a promoção à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O novo retorno à Série A foi sacramentado neste sábado, contra o São Caetano, no Pacaembu.

“Este elenco agora é até mais qualificado do que o de 2003. Temos vários jogadores de técnica muito boa: o Valdivia, o Wesley, que cresceu bastante nesses últimos jogos e está em boa fase, e tantos outros”, comentou Wendel, em conversa com a Gazeta Esportiva.

Apesar de diferenciar o nível técnico dos dois Palmeiras que defendeu, o versátil lateral direito vê algumas semelhanças entre o Verdão atual e aquele campeão da Série B há uma década. A começar pela qualidade do elenco, claramente superior à dos concorrentes, algo que fica evidente na campanha sem grandes percalços e na subida antecipada.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Aos 32 anos, Wendel citou a qualidade técnica de Valdivia para diferenciar o Verdão de hoje daquele de 2003
“A qualidade técnica é muito boa, como era aquela de 2003. Sempre que entrava algum jogador, correspondia. Podia substituir lateral, no meio, no ataque e todos davam conta do recado. Assim como agora. Existe também a semelhança do ataque, que era muito forte com o Edmilson e o Vagner Love em boa fase, assim como o Leandro e o Alan Kardec estão atualmente”, comparou.

Hoje reserva imediato do jovem Luis Felipe, Wendel tinha uma importância ainda menor para o Palmeiras em 2003. Ele havia acabado de chegar ao clube e só se sentou no banco de reservas uma vez, em uma vitória por 2 a 1 sobre o Vila Nova, no Palestra Itália, o último compromisso palmeirense na primeira fase daquela Série B.

Mesmo assim, Wendel usou a experiência do passado para orientar seus atuais companheiros. “O Palmeiras sempre lota os estádios. Falei para eles que não é porque está na segunda divisão que o torcedor deixaria de dar muito apoio ao time. Também avisei que a Série B é um campeonato estilo Libertadores, com muita pegada. O nível técnico é um pouco abaixo daquele da Série A, mas os jogadores que nos enfrentam têm muita força de vontade, até porque querem um espaço aqui também”, argumentou.

Os riscos da Série B até podem ser os mesmos de uma década atrás, mas a fórmula da competição mudou. Na análise de Wendel, para a melhor para o Palmeiras. “O regulamento está mais fácil, mas não o nível da competição. Os outros times estão mais qualificados, investem mais, têm mais jogadores bons. A fórmula ajuda por ser pontos corridos, enquanto naquele ano tinham dois quadrangulares e era mais competitivo. Só que existe mais técnica e pegada agora”, ressalvou.

Seja como for, Wendel está novamente satisfeito por ter ajudado o Palmeiras a voltar a figurar na elite do futebol brasileiro. Com dois acessos pelo clube que o projetou nacionalmente, o polivalente jogador entrou na história da instituição – por mais que tenha participado de maneira discreta das duas campanhas vitoriosas na Série B.

“Antes, eu era um garoto, com um sonho de poder jogar. Estou mais experiente agora, vivendo um momento especial e tendo atuado como titular em várias partidas do Palmeiras. Depois da Série B de 2003, só tinha disputado o torneio no ano passado, com o Barueri. Das outras vezes, foi Série A com Santos, Goiás, Atlético-PR e, por último, Ponte Preta, sempre por empréstimo. Fico feliz por ter voltado ao Palmeiras”, sorriu o já veterano Wendel.

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