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Zinho relembra liderança e exalta auge de Alex no Brasileiro de 2003

Vítor Dalseno, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Decepcionado por ter feito parte do time do Palmeiras que caiu para a Série B em 2002, Zinho ganhou uma nova oportunidade de atingir o topo ao ser convidado por Vanderlei Luxemburgo para fazer parte do elenco do Cruzeiro em 2003, ano em que o time garantiu o bicampeonato brasileiro após derrotar o Paysandu no Mineirão, por 2 a 1, no dia 30 de novembro, há exatos 10 anos.

“Quando ele (Vanderlei) me convidou, foi bem claro: ‘Não te prometo que você será titular. Estou te trazendo porque o Martinez se machucou, operou o joelho e vai ficar fora do time durante todo o Campeonato Brasileiro. Preciso de um meia canhoto que jogue pelo lado esquerdo, porque jogo num losango, com um volante, dois jogadores de lado e o Alex como camisa 10”, disse Zinho em entrevista à GazetaEsportiva.net.

Apesar de não ter sido titular da equipe, o meia acredita que foi importante para a conquista, uma vez que atuou em algumas partidas, marcou gols e fez uso da sua experiência para se tornar um dos líderes do grupo. “O Vanderlei me dava essa liberdade. Na hora de uma preleção, uma resenha com os jogadores”.

Zinho não foge do senso comum, e reconhece que Alex foi o grande destaque daquele time. O ex-meia pondera, no entanto, que o protagonismo do atual camisa 10 do Coritiba foi proporcionado pelo “baita” time que o Cruzeiro tinha.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Em 2003, o meia fez uso da sua experiência para se tornar um dos líderes do grupo campeão do Cruzeiro
“O craque não só do Cruzeiro, mas do campeonato, foi o Alex, com todos os méritos. Fez muitos gols, exibia uma qualidade técnica indiscutível e vivia o auge da carreira. Tínhamos muitos jogadores de qualidade, mas tinha um (Alex) vivendo o melhor momento da carreira. Acho que ele nunca mais jogou como no Cruzeiro. É até incrível ele nunca ter disputado uma Copa do Mundo”, declarou.

Admitindo um carinho especial por clube e torcida celestes, o atual gerente de futebol do Santos destaca a conquista de recordes pelo Cruzeiro, mas coloca o título de 2003 no mesmo patamar dos outros quatro Brasileiros conquistados.

“Pelo Cruzeiro eu conquistei o título de jogador que mais atuou no Campeonato Brasileiro. Agora foi quebrado pelo Rogério Ceni, um goleiro, que tem a carreira mais longa e jogou por apenas um clube. Mas jogador de linha que mais atuou no Brasileiro sou eu (com 370 jogos). No Cruzeiro também conquistei o recorde de maior vencedor do Brasileiro, junto com o Andrade, com cinco títulos. Mas não tem um que marcou mais. Poderia destacar esse do Cruzeiro, que foi o último, mas seria uma injustiça muito grande não destacar o bicampeonato pelo Palmeiras, com aquele supertime; o primeiro no Flamengo, em 87, jogando ao lado do meu grande ídolo, Zico; e o outro com o Flamengo, em 92, jogando com meu outro grande ídolo, Júnior”, disse.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Zinho admite uma decepção com a diretoria celeste, que não quis renovar seu contrato após a Tríplice Coroa
Apesar de reconhecer a importância do Cruzeiro na sua carreira, Zinho admite uma decepção com a diretoria celeste, que não quis renovar seu contrato após o Campeonato Brasileiro de 2003.

“Diminuíram meu salário. Eu estava predisposto a aceitar, mesmo sendo uma coisa incoerente, porque tinha acabado de ser campeão brasileiro e já não tinha o maior salário do elenco. De repente, do nada, contrataram o Rivaldo, o Guilherme... Aí o próprio Cruzeiro retirou a proposta que tinha me feito”, afirmou.

Zinho acertou seu retorno ao Flamengo em 2004, quando conquistou o Campeonato Carioca. O ex-meia ainda defendeu o Nova Iguaçu e o FL Strikers, dos Estados Unidos, antes de pendurar as chuteiras, no ano de 2007, aos 40 anos.

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