Atletismo/São Silvestre - ( - Atualizado )

Bossa nova tranquiliza corredores mais ansiosos por início da corrida

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Ao som dos versos “tristeza não tem fim, felicidade, sim”, um corredor fantasiado de papa, com direito a papamóvel, posicionou-se no espaço da largada da Corrida de São Silvestre, perto do Masp, pouco antes das 7h. Mesmo com o início da prova previsto apenas para as 9h, o local já estava repleto de atletas ansiosos.

Boa parte deles usava fantasia. É o pessoal que faz a sua festa no dia 31 de dezembro correndo 15 quilômetros pelas ruas de São Paulo. Posicionar-se no começo do pelotão popular, o que obriga uma chegada bem cedo à Avenida Paulista, permite uma visibilidade maior.

O que ajudou a controlar a ansiedade foi a trilha sonora das caixas de som espalhadas pela rua. O repertório bossa nova tranquilizou até uma versão brasileira de Elvis Presley, algo apropriado se for levado em conta que esse estilo musical teve grande sucesso nos Estados Unidos.

Fernando Dantas/Gazeta Press
A 89ª edição da São Silvestre manteve a tradição de corredores fantasiados e bem-humorados
O segurança Jadson Caetano, de 42 anos, parecia preparado para um samba mais acelerado, munido de seu tantã. “Não tem problema, a gente adapta o ritmo”, afirmou o atleta, dispensando o banquinho e o violão. “Aí é demais. Durante a corrida, é sambão mesmo ou vou chegar só em 2014.”

Além dos fantasiados, aguardava o início da corrida já antes das 7h muitos participantes munidos com faixas. Alguns carregavam mensagem bem-humoradas, como “nunca completei a prova, é hoje”. A maioria exibia orgulhosamente o nome de suas localidades, como o pessoal do povoado de Jenipapo, em Lagarto, no Sergipe.

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