Corrida Internacional de São Silvestre - ( - Atualizado )

“Engatinhando” na SS, Tatiele se espelha em garra e sorte quenianas

Lucas Mariano, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Sexta colocada e melhor brasileira na Corrida Internacional de São Silvestre de 2012, Tatiele de Carvalho chega à 89ª edição da prova, neste ano, apontada como uma das que mais têm chances de voltar a colocar o Brasil no pódio. Às vésperas de sua quinta participação consecutiva, ela vem motivada pela preparação forte e pelos resultados anteriores, mas também espera contar com a sorte e a garra das quenianas para vencer.

“A questão é que não é tão difícil ganhar delas (quenianas). É que as brasileiras não têm tido sorte nos últimos anos. A gente vem trabalhando, se dedicando, mas simplesmente a sorte não bateu na nossa porta ainda e quem sabe seja neste ano”, afirmou Tatiele, que também destacou a força de vontade das adversárias. “Para elas, não tem tempo ruim. Elas querem terminar e vencer. Isso é bacana nelas. A gente sabe o quanto elas sofrem no país delas. Quando entram em uma prova grande assim, querem descarregar tudo na prova”.

Apesar de ser uma das favoritas, a brasileira não se dedica apenas a corridas de rua. Acostumada com provas de pista com percursos mais curtos e competições de cross country, ela garante que não se sente pressionada para a disputa.

“Estou tranquila, vou correr a prova sem pressão nenhuma, porque sei quantas adversárias fortes tenho por aí, tanto do Brasil quanto do exterior. Estou tranquila, engatinhando em questão de São Silvestre. Não sou corredora de 15km, gosto de correr 5km e 10km metros na pista. Mas é uma prova maravilhosa, que tenho sonho muito grande de vencer. Estamos prontos para o que der e vier”, disse a atleta, que focou sua preparação para a prova desta terça-feira a partir de setembro.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Participando da SS desde 2009, Tatiele melhorou seu tempo a cada edição da prova

Nos quatro anos que participou da principal corrida de rua da América Latina, Tatiele alternou em suas colocações, mas sempre manteve a melhora nos tempos. Em 2009, no ano de sua estreia, ela foi a 21ª colocada ao terminar em 54min09s. No ano seguinte, ela conseguiu subir dez posições e foi a 11ª, com 55min13s. Em 2012, a colocação foi pior e ela chegou em 17º, mas com marca de 54min56. Já em 2012, quando quase chegou ao pódio e ficou na sexta posição, foram cravados 54min09s.

Melhorando seu desempenho a cada edição, a corredora afirmou que a preocupação com o tempo e não com a posição novamente é a prioridade dela e deu seu técnico para a edição de 2013.

“Eu e o meu técnico não trabalhamos na questão ‘posição’. Nós trabalhamos na questão resultado e tempo, porque a partir do momento que você trabalha em cima de tempo você consegue uma colocação melhor e tem que entender também que muitas atletas estão aí, e se nós estivermos aqui e melhoramos o nosso tempo já é uma grande vitória”, concluiu.

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