Atletismo/São Silvestre - ( - Atualizado )

Nancy Kipron muda tudo para vencer pressão e ser "campeã duas vezes"

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Campeã da São Silvestre em 2013, Nancy Kipron admitiu ter sofrido problemas psicológicos em edições anteriores da corrida. A queniana, que sempre chegava como favorita e decepcionava, afirmou ter se preparado de maneira diferente para obter, em São Paulo, os mesmo resultados que já vinha conseguindo em outras provas no Brasil.

“Mudei minha cabeça, mudei a parte psicológica, mudei o treinamento. Mudei tudo. Eu disse que tudo seria novo para mim”, afirmou a atleta, apenas a oitava colocada em 2012. De um ano para outro, seu tempo baixou de 54min43s para 51min58s, uma diferença que não pode ser apenas explicada por um melhor momento físico.

“Acho que era uma coisa de pressão. No passado, tínhamos atletas nacionais conseguindo resultados aqui. Estou muito feliz. Tinha tentado outras vezes e só conseguia ganhar outras provas. Agora, consegui ganhar a São Silvestre”, vibrou Nancy.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Desta vez, Nancy Kipron conseguiu mostrar seu talento e subiu ao topo do pódio na Paulista
Segundo Moacir Marconi, o triunfo foi duplo. Conhecido como Coquinho, o técnico e empresário dos africanos que treinam no interior do Paraná, ele foi o primeiro a apontar o tal bloqueio mental enfrentado por sua melhor atleta – em 2011, ela chegou a chorar antes da prova.

“Ela foi campeã duas vezes, por superar a barreira psicológica que a acompanhava na São Silvestre e por finalmente vencer a prova. Foi magnífico o trabalho feito, executado com muito sucesso. Agora que ela superou isso, vai deslanchar ainda mais”, apostou o treinador.

Nancy abriu boa vantagem por volta do décimo quilômetro e não chegou a ser ameaçada. A distância para a etíope Netsanet Kebede diminuiu ao longo da subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, mas a líder, apesar do cansaço e dos traumas anteriores, manteve a tranquilidade.

“No começo da corrida, estavam todas muito rápidas. Usei muita energia para acompanhar o ritmo. Por isso, paguei o preço no final. Mas eu estava bem preparada, treinei muito duro nos últimos dois meses. No último, foi muito forte”, explicou, aliviada, a enfim campeã.

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