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À espera de “vaguinha”, Claudinei inicia última semana no Santos

São José do Rio Preto (SP)

Quando assumiu interinamente o comando do Santos após a saída de Muricy Ramalho em junho, Claudinei Oliveira sabia que teria uma dura missão pela frente. O técnico teve de reconstruir a equipe ao longo do Campeonato Brasileiro sem contar com Neymar, vendido ao Barcelona, e chegou a emplacar boa sequência com jovens talentos. O time, porém, passou a oscilar e o treinador se transformou em alvo da diretoria para justificar o ano ruim.

Claudinei enfrentou as turbulências como pôde, mas viu os dirigentes anunciarem que outro técnico seria contratado para 2014. Para piorar o clima entre a cúpula e comissão técnica, o Peixe perdeu para o Vitória em Salvador na 35ª rodada e ficou sem chances de garantir vaga na Copa Libertadores da América.

O treinador pediu aos jogadores que encerrassem o ano com dignidade, conquistou duas vitórias consecutivas contra Fluminense e Atlético-PR e deu a resposta à diretoria. Com 54 pontos, superou os números de Muricy Ramalho nas campanhas de 2011 e 2012 no Campeonato Brasileiro e garantiu o Alvinegro Praiano como melhor paulista da competição a uma rodada do final.

“Vou sentir falta demais deste grupo. Vou tentar aproveitar cada momento nesta semana e espero que a gente se encontre muitas e muitas vezes daqui para frente. Que eu possa trabalhar com eles ainda nessa carreira. Cada um tem um nome a zelar e todos correram e correrão para honrar isso”, valorizou Claudinei.

Nos próximos seis dias, Claudinei Oliveira pisará no CT Rei Pelé pelas últimas vezes. No domingo, às 17 horas (de Brasília), comandará o Santos diante do Goiás em seu último compromisso como treinador praiano. A partir do dia 9 de dezembro, o comandante terá de buscar novos ares para a temporada de 2014.

“Eu ainda não decidi meu futuro. Hoje meu futuro é terminar o campeonato com uma vitória diante do Goiás e se estabelecer como melhor clube paulista na Série A (o posto já está garantido). Vamos ver as trocas de técnicos nesse final de ano para ver se sobra alguma vaguinha para mim”, afirmou o técnico de 44 anos.

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