Especial/Copa Sul-americana - ( - Atualizado )

Jorginho repetiu estratégia de Muricy de 95 ao citar Hortência

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Muricy Ramalho ainda era um técnico iniciante em 1995, mas já contava com o título da Copa Conmebol em seu currículo quando resolveu usar a concentração de Hortência como exemplo para seus jogadores no São Paulo. Já em 2013, a Rainha voltou a servir como inspiração no futebol, agora para deixar os comandados de Jorginho concentrados na final da Copa Sul-americana.

No primeiro jogo da decisão, Fellipe Bastos anotou de falta o gol de empate da Macaca no Pacaembu e saiu como herói de campo. Na entrevista coletiva após o 1 a 1 com o Lanús, Jorginho rasgou elogios ao meio campista e declarou ter mostrado vídeos dos lances livres de Hortência no basquete para destacar a importância da concentração no momento de cobrar faltas, arma usual para que as zebras apareçam no futebol.

“Eu joguei três anos na Ponte Preta, então fiquei muito feliz em saber dessa relação”, ressaltou a Rainha em entrevista à GazetaEsportiva.net. Corintiana e ponta-pretana ao mesmo tempo, Hortência estará mais uma vez na torcida pela Macaca nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), e resolveu dar dicas para que os alvinegros voltem a surpreender o goleiro Augustín Marchesín nas bolas paradas.

“No lance livre, é você contra o buraco. Se fizer o movimento correto, a bola vai cair, mas tem que estar concentrado e relaxado. Por isso dava aquela respirada (relembrando gesto que virou marca registrada). Uma falta é mais difícil ainda, pois tem barreira que pula e tem o goleiro. Se executar o movimento certo na sua cabeça, esquecer tudo o que está em volta, a probabilidade é muito maior de acertar”, explicou.

Acervo/Gazeta Press
Hortência (primeira em pé da esquerda para a direita) levou a Ponte Preta ao bicampeonato mundial em 1993 e 1994 ao lado de Magic Paula (a última abaixada)
O tutorial de cobranças de falta de Hortência já havia sido registrado pelo jornal A Gazeta Esportiva em 1995. Na mesma edição em que agradeceu aos elogios feitos por Muricy Ramalho no São Paulo, a Rainha citou seu ídolo corintiano Neto como exímio cobrador de faltas e justificou: “Ele cobra bem falta porque treina muito. Eu acerto os arremessos nos jogos de basquete porque fico arremessando mais de mil vezes nos treinos. Então o jogador de futebol também precisa fazer isso”.

Se na Ponte Preta a inspiração ajudou o time a chegar à final da Copa Sul-americana -- embora não tenha evitado o rebaixamento no Campeonato Brasileiro --, no São Paulo o elenco parece não ter tirado proveito da comparação feita por Muricy, que até hoje usa o basquete para tentar armar suas equipes. Na temporada de 1995, o Tricolor não conseguiu se classificar às finais do Campeonato Paulista, foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil, na 2ª fase da Supercopa Libertadores e amargou o 13ª lugar no Brasileirão.

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