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"Palmeirense", Assunção esquece dívida e vibra com chance de voltar

William Correia e Vitor Dalseno* Caieiras (SP)

O Palmeiras ainda deve cerca de R$ 600 mil a Marcos Assunção, mas está no coração do volante que, embora seja santista desde pequeno, não esconde a esperança de voltar a vestir verde. Enquanto seu filho brincava em campo usando uma camisa do atual campeão da Série B do Brasileiro, o volante, que negocia com o Figueirense, avisou: não hesitaria em topar uma oferta do Verdão.

“Eu falava no início do ano que pretendia encerrar a carreira em 2013, e no Palmeiras. Como pouco joguei, vou estender mais um pouco. E é lógico que aceitaria um convite do Palmeiras, voltaria com o maior prazer”, disse o jogador de 37 anos, que não renovou com o Santos porque pouco entrou em campo, ainda sofrendo com as mesmas dores no joelho direito que limitaram suas atuações no segundo semestre de 2012, pelo Verdão.

Assunção saiu do Palmeiras em janeiro irritado com a diretoria então comandada pelo presidente Arnaldo Tirone, que se recusou a oferecer o mesmo aumento salarial que se dispuseram a dar enquanto ele se recuperava de cirurgia no joelho direito. O volante voltou para o Santos, seu clube de infância, ainda bravo pelas dívidas do Verdão referentes a direitos de imagem (maior parte do salário) atrasados.

Agora, a impressão é totalmente diferente. “O Palmeiras ainda não me pagou tudo que devia, mas não tenho o que falar disso. Só tenho a falar que estou muito feliz com a volta do clube à Série A”, disse o meio-campista, que não conseguiu se desprender do clube pelo qual não conseguiu evitar o rebaixamento mesmo jogando no sacrifício.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Volante de 37 anos sorri ao falar da chance de voltar ao Palmeiras e até minimiza dívida de cerca de R$ 600 mil
“Fiquei feliz demais com o acesso. Tenho amigos no Palmeiras, não só jogadores, mas também funcionários. Passei o ano inteiro conversando com eles. Fico muito feliz por ter jogado e vestido aquela camisa. Infelizmente, não deu para continuar”, contou, sem poupar elogios a Kleina, que sempre defendeu a sua renovação.

“Trabalhei pouco com o Gilson Kleina, mas tenho carinho e respeito muito grande por tudo que ele fez na minha época e, mais ainda, por tudo que fez neste ano. Fiquei muito feliz com a permanência dele. É um cara bacana, acima de tudo, e tem muito a oferecer”, enalteceu, enfatizando seu amor pelo Verdão.

“Aprendi a gostar e respeitar muito o Palmeiras. Só tenho a agradecer ao clube por tudo que conquistei na minha volta ao Brasil. Quando estou em casa e vejo meus troféus, penso sempre no Palmeiras. Foi lá que consegui estar entre os melhores do Paulista e do Brasileiro e conquistar a Copa do Brasil sendo eleito o melhor jogador. Devo tudo isso ao Palmeiras”, discursou.

*especial para a GE.net

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