Futebol/Campeonato Mineiro - ( - Atualizado )

Retrospectiva: 2013, o ano do futebol mineiro

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

Os torcedores de Atlético-MG e Cruzeiro jamais vão se esquecer do ano de 2013, que pode ser considerado o melhor de todos os tempos do futebol mineiro. Galo e Raposa brilharam nacional e mundialmente, e o reconhecimento das duas melhores equipes brasileiras da temporada foi quase que unânime entre a imprensa nacional.

Em campo, foram os títulos da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro, conquistados por Galo e Raposa, respectivamente, e com os alvinegros na disputa do mundial de clubes da Fifa. O título Mundial do Galo não veio, mas a cúpula atleticana e os torcedores avaliam que 2013 foi a melhor temporada da história dos 105 anos de Atlético-MG.

Parte do sucesso das duas equipes pode ser atribuído aos treinadores Cuca e Marcelo Oliveira, que armaram equipes envolventes que não deram chances para os adversários, encantando a América e o Brasil. “A montagem de uma equipe não é algo fácil de se fazer. Depois que ela está montada, todo mundo acha fácil, mas é complicado: precisa conhecer bem o mercado e ter um clube que dá condição de contratar, como o Atlético-MG me deu”, disse Cuca, que deixou o Galo após o Mundial de Clubes.

Campeão Brasileiro com sobras, Marcelo Oliveira atribui o sucesso do Cruzeiro a uma combinação de fatores. “Sempre concordo que o elenco é bom, mas tem uma combinação de coisas que faz fluir bem: estrutura do clube, bom ambiente de trabalho e união. Quando se tem jogadores importantes e de qualidade que em algum momento ficam de fora da lista, acontece de ter vaidade. Durante o ano não tivemos problema com isso. Todo mundo se preparando para ajudar a equipe”, declarou.

Divulgação/Atlético Mineiro
Jogadores do Atlético-MG desfilaram em carro aberto para comemorar a conquista da Libertadores
Além dos treinadores, os presidentes Alexandre Kalil e Gilvan de Pinho Tavares, se mostraram eficientes para armar equipes competitivas mesmo com orçamento inferior aos principais times de Rio de Janeiro e São Paulo. Para se ter uma ideia, o valor gasto pelo Corinthians para contratar Alexandre Pato, cerca de R$ 40 milhões, foi exatamente o que o Cruzeiro usou para montar o time campeão Brasileiro.

No Atlético-MG, Kalil conseguiu manter Ronaldinho Gaúcho e contratou peças importantes como o atacante Diego Tardelli e o avante Jô, que se juntaram ao jovem Bernard, revelação atleticana, quarteto que foi fundamental na conquista da Libertadores. Vale lembrar, o que goleiro Victor, alçado ao status de santo no Galo também chegou ao clube na gestão de Alexandre Kalil. No segundo semestre, Fernandinho ocupou a vaga de Bernard e deu conta do recado.

A única equipe que patinou em BH em 2013 foi o América-MG. O Coelho desperdiçou várias oportunidades para entrar no G4 da Série B e acabou a temporada sem conseguir o acesso para elite do futebol nacional. A troca de comando técnico, Vinícius Eutrópio, Paulo Comelli e Silas atrapalharam a equipe, mas o desempenho em casa é que foi fundamental para o acesso não chegar. O América-MG encontrou dificuldades para impor o mando de campo no Horto.

Washington Alves/Vipcomm/Divulgação
O atacante Willian foi um dos destaques do Cruzeiro na conquista do tricampeonato brasileiro
Falando do Horto, o estádio Independência e novo Mineirão podem ser apontados como um dos fatores que também contribuiu de forma decisiva para o sucesso de Atlético-MG e Cruzeiro. As duas equipes se tornaram quase que imbatíveis jogando em Belo Horizonte. O Galo perdeu apenas uma partida no Horto, enquanto a Raposa conheceu duas derrotas no Gigante da Pampulha em todo o ano.

Os feitos históricos dos dois maiores clubes de Minas Gerais foi reconhecido pelo governador do Estado, Antonio Anastasia, que homenageou as duas equipes e espera por um ano de 2014 ainda melhor. “O ano de 2013 vai ficar registrado como o melhor do esporte e do futebol em Minas. Espero que o ano que vem ainda seja melhor”, declarou.

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