Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Clemente Rodríguez se oferece ao Boca e está aberto à oferta do Lanús

Buenos Aires (Argentina)

Apontado pelo então técnico Ney Franco como solução para a lateral esquerda, Clemente Rodríguez passa férias na Argentina esperando que algum clube do país o contrate. Vinculado ao São Paulo por mais um ano e meio, o jogador de 32 anos tem esperanças de ser convocado para a Copa do Mundo se atuar com regularidade. Por isso, se oferece ao Boca Juniors, seu ex-clube, e fica animado com procura do Lanús.

“Se um clube da Argentina me quiser e puder oferecer algumas coisas, é claro que eu aceitaria. Estou aberto a escutar propostas. Está difícil ficar longe de casa”, disse Rodríguez ao jornal argentino Olé, que noticiou o interesse do atual campeão da Copa Sul-americana, comandando pelo ex-atacante Guillermo Schelotto, ex-companheiro seu no Boca.

O Boca procura alguém de sua posição, o que faz o veterano expor o sonho de voltar. “Posso jogar com a camisa 3 ou a 4 do Boca, como já joguei lá. Vejo todos os jogos do Boca, pela televisão ou pela internet. A equipe que está sendo montada vai melhorar e espero que seja campeã. Eu gostaria de voltar a jogar com o Román”, falou o lateral, que conversa diariamente com Riquelmente por telefone ou pelo aplicativo WhatsApp.

O problema em sua volta, porém, é Carlos Bianchi. O técnico do Boca lhe deu uma bronca, que Rodríguez considerou justa, pela expulsão nas quartas de final da Libertadores diante do Newell’s Old Boys após dar uma peitada no árbitro. “É difícil. Faz pouco tempo que saí por aquelas coisas e nunca mais falei com Carlos. Seria uma volta muito rápida. Para outro clube, pode ser, mas para o Boca creio que terei que esperar um pouco mais.”

Resta a Clemente Rodríguez, esperar que o Lanús, então, concretize uma proposta que agrade o São Paulo. “Se eu começar a jogar e ganhar ritmo, posso voltar à seleção”, apostou o lateral, idolatrado na Argentina - foi bicampeão mundial e tricampeão da Libertadores pelo Boca - e pouco reconhecido no Brasil, como ele mesmo contou, apesar de sua postura incontestável.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Jogador de 32 anos acredita que estará na Copa do Mundo se estiver atuando com regularidade
“Como profissional, me portei muito bem, quando estava jogando e quando não estava jogando. Tenho que pensar que preciso apoiar meus companheiros e buscar continuidade”, afirmou, sentindo-se vítima da má fase que o São Paulo atravessava quando chegou – foi expulso em sua estreia e falhou na decisão da Recopa Sul-americana vencida pelo Corinthians, além de derrotas que deixavam o time na zona de rebaixamento do Brasileiro.

“Eu estava há duas semanas parado, sem fazer nada, e, quando cheguei ao Brasil, queriam que eu jogasse desde a primeira partida. Eu precisava de alguns dias para pegar um pouco de ritmo, mas eles necessitavam de mim. Joguei algumas partidas e foram mudando algumas coisas. Terminei os últimos meses no banco, faz três meses que não jogo”, declarou o lateral, que sofre com brincadeiras dos colegas nos treinos.

“Tenha uma boa relação com meus companheiros, eles e os seguranças do São Paulo sempre me pedem camisas do Boca. Na última vez em que nos vimos, fizemos um churrasco, que é como chamam a carne no Brasil. Só não provei feijoada, não me animei a comer, apesar de me dizerem que é gostosa. Escuto muito e entendo quase tudo em português, mas me custa falar”, contou Clemente Rodríguez, que se anima, ao menos, por saber que, em São Paulo, está a uma hora do Guarujá, “uma praia muito linda”.

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