Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Defesa da Lusa se concentra em tese de culpa da CBF para julgamento

São Paulo (SP)

O setor jurídico da Portuguesa confirmou que irá se sustentar na tese em que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contribuiu para o equívoco na escalação do meia Héverton diante do Grêmio, pela última rodada do Brasileirão, no julgamento Pleno do clube no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), agendado para o próximo dia 27. A irregularidade definiu o rebaixamento do clube para a Série B do Brasileirão em primeira instância na úiltima segunda-feira.

Segundo os advogados do clube, um sistema da CBF conhecido como “BID das suspensões” informou que Héverton já havia cumprido suspensão e estava liberado para jogar. O sistema, semelhante ao Boletim Informativo Diário (BID), foi implementado em setembro deste ano e informa aos clubes a situação dos jogadores para as próximas rodadas.

A mesma tese foi usada pela defesa no primeiro julgamento, mas foi derrubada pelos auditores com base no artigo 57 do regulamento da competição, que diz que a CBF não se responsabiliza pelo sistema de contagens de cartões, que deve ser acompanhado pelos próprios clubes. Além disso, a presença do advogado Oswaldo Sestário no julgamento de Héverton representando a Portuguesa também não sustenta a tese.

Já a entidade se defende afirmando que o sistema ainda não é oficial, mas pode ser implementado no futuro. A CBF alega que só atualiza o “BID das suspensões” quando chegam as informações vindas do STJD.

É neste ponto que os advogados da Lusa se sustentam, tentando provar que o sistema de fato foi atualizado. De acordo com a Portuguesa, a situação de Gilberto, que foi julgado no mesmo dia de Héverton e liberado pelo STJD, foi alterada no Boletim das suspensões antes da partida de “suspenso” para “cumpriu”, e que o meia, protagonista da confusão, também estava apontado como liberado. Assim, o clube tentará convencer os auditores do tribunal de que a CBF é coautora do erro.

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