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Delegado espera operador de guindaste, mas minimiza depoimento

São Paulo (SP)

O delegado Luiz Antônio da Cruz, do 65º DP, foi às obras do estádio do Corinthians na na tarde de segunda-feira. Responsável pelas investigações do acidente que matou dois operários na última quarta, ele colheu informações sobre o ocorrido e disse que segue à espera do depoimento de José Walter Joaquim, o condutor do guindaste envolvido na tragédia.

Cruz, no entanto, procurou controlar a ânsia de informações sobre o operador, que tem dez dias para oferecer o seu relato. Ele vive em Igaratá, a 91 quilômetros de São Paulo, mas, de acordo com a Folha de S.Paulo, que esteve em sua casa, ele está no imóvel.

“Não há preocupação porque ele não é um foragido. É mais uma peça importante a ser ouvida, mas não a peça-chave. Não dá para saber ainda como vamos classificá-lo, se é vítima ou não. Vocês estão muito preocupados com o operador, mas todas as conversas são preliminares”, afirmou o delegado.

A intenção de Cruz é entender melhor o funcionamento do guindaste, cujo disco rígido foi enviado para o fabricante, na Alemanha, em busca de explicações. Ele fez questão de deixar claro que ouvir o depoimento de Joaquim não significa qualquer tipo de suspeita.

“Eu entendo a procura de todos por uma resposta, por um culpado, mas é impossível dizer agora, não tenho nem uma resposta na minha cabeça. É claro que vou perguntar o que aconteceu, o que houve com a máquina. Parece que há um plano de voo, com observação de temperatura, chuva vento. São perguntas normais”, reiterou o delegado.

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