Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Dirigentes catarinenses estudam união por mais orçamento na Série A

Florianopolis (SC)

Com três clubes na Série A do Campeonato Brasileiro, o estado de Santa Catarina é o segundo do país com mais representantes na competição, ao lado do Rio de Janeiro. Mesmo com este feito, os clubes catarinenses reclamam da falta de reconhecimento quanto à nova posição que o estado ocupa no futebol nacional.

O presidente do Criciúma, Antenor Angeloni, acredita em um acordo para buscar uma receita melhor tanto para o Tigre, quanto para Figueirense e Chapecoense. “A gente provavelmente vai se unir e conversar para buscar um benefício mútuo para os três, para o estado. Ainda não conversamos nada, só há algumas insinuações de um lado e de outro. Vamos reivindicar uma receita melhor. Por que nós temos que receber o pior orçamento de todos? Enquanto outros recebem R$ 60, R$ 80, R$ 100 milhões, nós recebemos 17. Isso é muito pouco”, reclama o dirigente.

Para Angeloni, a união dos clubes catarinenses é a saída para ganhar ainda mais notoriedade no cenário nacional. “Acho que uma união de nós três pode nos ajudar a competir melhor. Isso tudo, no fim, reflete no campo. Vamos trabalhar com união para mostrar força, porque são três clubes bons. É uma força interessante”, analisa.

Após conquistar o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, tem discurso parecido. “Há um pensamento de nos juntarmos fora de campo e é isso que vamos fazer agora para o Campeonato Brasileiro. Queremos mostrar para a CBF e para a Globo que o futebol catarinense está crescendo, tem peso e merece esse reconhecimento tanto financeiro quanto de espaço”, afirma o dirigente da Chape.

Wilfredo Brillinger, mandatário do Figueirense, também planeja uma junção de forças com os rivais para conquistar objetivos em comum entre os clubes. “Tudo o que puder ser feito junto, vamos fazer. Podemos buscar patrocínios juntos, ir à CBF e negociar com o governo do estado para auxílio aos times. Não acredito em algum tipo de mobilização para aumentarmos as cotas de TV, até porque a emissora negocia individualmente, mas temos uma relação muito forte entre os presidentes dos clubes catarinenses e vamos nos ajudar sempre no que pudermos”, promete o presidente do Figueira.

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