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Em carta aberta, Athos expõe insatisfação por deixar Chapecoense

Chapecó (SC)

Parceiro de ataque de Bruno Rangel, Athos era um dos jogadores mais importantes da Chapecoense, pelo menos era o que parecia. No entanto, os dois responsáveis por 37 dos 60 gols da equipe catarinense na Série B do Campeonato Brasileiro, não continuarão a vestir a camisa verde e branca. Enquanto Bruno disse um “até breve”, Athos lamentou publicamente a saída do clube.

Em uma carta publicada nas redes sociais, o jogador deixou claro que queria permanecer em Chapecó, mas não foi correspondido pelo clube. “Como o interesse não foi mútuo, deixo aqui meu agradecimento por este tempo de Arena Condá”, disse.

Athos também elogiou a comissão técnica e, principalmente, o técnico Gilmar Dal Pozzo.“Também fica meu reconhecimento ao Dal Pozzo pelo grande trabalho e a certeza de que foi um dos melhores técnicos com quem trabalhei”, completou.

Sem ter o futuro definido, o atleta trabalha com algumas propostas e já avisou que quando assinar contrato com outra equipe comunicará também pelas redes sociais.

Confira a carta na íntegra:

NOTA OFICIAL

É com tristeza que venho a público para ratificar o que muitos já sabem acerca do meu futuro. Após duas temporadas honrando de coração as cores da Associação Chapecoense de Futebol, eu, Athos Dal'Asta de Almeida, me despeço deste clube que aprendi amar e respeitar. Cheguei para o returno do Campeonato Catarinense de 2012, através de um pedido do então treinador Itamar Schülle, o qual sou grato. De lá para cá, cresci ainda mais profissionalmente e como pessoa também. Minha família se adaptou muito bem em Chapecó, de tal maneira que no primeiro momento pensaram que era brincadeira a minha saída. Meu segundo filho nasceu na cidade e para sempre levarei o episódio na lembrança. Porém, todo ciclo tem seu fim. Assim é a vida.

Sabidamente meu intuito era permanecer para atuar na Série A, defendendo esta camiseta que se tornou especial para mim. Como o interesse não foi mútuo, deixo aqui meu agradecimento por este tempo de Arena Condá, onde conquistei novos amigos, tivemos alegrias imensas e momentos inesquecíveis. Muito obrigado ao presidente Sandro Pallaoro, aos dirigentes João Carlos Maringá, Mauro Stümpf e Cadu Gaúcho. Também fica meu reconhecimento ao Gilmar Dal Pozzo, sua comissão, ao Anderson Paixão, pelo grande trabalho e a certeza de que foi um dos melhores técnicos com quem trabalhei.

Disputei 80 jogos, com 12 gols e diversas assistências. Foram 40 vitórias, 23 empates e somente 17 derrotas. Não tenham dúvidas de que cada uma destas foi dolorida, principalmente a da final do Estadual neste ano. No entanto, lembro de cada êxito nosso, das voltas festivas de viagens e, principalmente, nossa conquista gloriosa em Lucas do Rio Verde, que nos permitiu disputar pela primeira vez a Série B. O resto da história vocês todos sabem.

Deus me iluminou para estar aqui escrevendo estas palavras. Desde quando soube que não ficaria, até agora, recebi diversos recados nas redes sociais, em meu telefone e nas ruas, dos torcedores que sempre me incentivaram. Isso me dá forças para prosseguir. Por ora, apenas tive sondagens, todavia nada concreto, porque sempre manifestei que minha ideia era renovar meu contrato. Em breve, quando realmente estiver acertado com outra equipe, os comunicarei. Deixo mais uma vez meu muito obrigado a todos. Podem acreditar que seguirei torcendo pela Chape, esteja eu onde estiver.

Fiquem com Deus.

Um grande abraço, Athos 21!

Divulgação
Athos queria continuar defendendo a Chapecoense (Foto: Aguante Comunicação/Chapecoense)

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