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Jogos beneficentes são única alegria de Assunção em pior ano da carreira

William Correia e Vitor Dalseno* São Paulo (SP)

Por dores no joelho direito que já o atrapalharam no segundo semestre de 2012, no Palmeiras, Marcos Assunção pouco entrou em campo neste ano com a camisa do Santos. O jogador de 37 anos diz que nunca sofreu tanto em uma temporada e só vê alegria ao participar de jogos beneficentes neste mês.

“Foi o pior ano da minha carreira. Nem quando quebrei meu tornozelo em cinco partes foi tão ruim, porque eu já sabia que ficaria sem jogar. Neste ano, a lesão não era tão grave e fiz toda a minha parte por uma sequência de jogos que não consegui ter. Por isso, foi o pior ano da minha carreira”, definiu o atleta que só entrou em campo 12 vezes em 2003.

A lesão séria citada pelo volante ocorreu quando ele ainda atuava pelo Bétis, há dez anos – fraturou o tornozelo esquerdo durante um treinamento na equipe espanhola. Agora, a intenção é apagar a frustração no ano que vem. “Para 2014, a expectativa é a melhor possível, a vontade de jogar é muito grande de novo porque não joguei neste ano.”

O Santos não renovou o contrato de Assunção, que mantinha conversas adiantadas com o Figueirense até o próprio jogador paralisar a negociação para se dedicar à organização do jogo beneficente que promoveu em Caieiras no último sábado. O meio-campista também tem esperanças em voltar para o Palmeiras, e em alto nível.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Veterano já fez até golaço de falta em jogo beneficente após entrar 12 vezes em campo neste ano
“Ainda não perdi a vontade de jogar. Eu me cuido muito, treino muito. Se não fosse essa lesão no meu joelho, eu teria jogado mais partidas. Infelizmente, nós, jogadores, passamos por situações que, por mais que trabalhemos e façamos as coisas corretas para jogar, as coisas não acontecem como queremos”, comentou.

A quem interessar, Marcos Assunção tem se mostrado bem fisicamente nos muitos jogos beneficentes que já participou nas últimas semanas. Mais do que apontar sua boa condição, o jogador se apega ao aspecto social dessas partidas para ter motivos para sorrir em 2013.

“Já fiz alguns jogos beneficentes neste ano e o joelho suportou muito bem. Foi um ano sofrido, muito delicado. Minha felicidade está sendo nestes jogos, em ajudar as pessoas que necessitam nesse final de ano. Meu ano foi muito triste, muito ruim, e estou tendo a felicidade agora por estar ajudando famílias”, comemorou.

*especial para a GE.net

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