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MP critica policiamento e STJD sugere torcida de mulheres e crianças

São Paulo (SP)

A violenta confusão entre torcedores de Atlético-PR e Vasco da Gama segue gerando intensas discussões entre autoridades brasileiras. Para o Ministério Público de Santa Catarina, que criticou o uso de policiais militares nos estádios, a culpa pelo incidente recai sobre o Furacão. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, cobrou o fim da impunidade com os vândalos, enquanto o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) estuda implantar punição inusitada.

Em entrevista ao canal SporTV, o procurador-geral Paulo Schmitt afirmou que pode proibir a presença de homens para punir os clubes que tenham torcedores envolvidos em brigas. Inspirado na medida imposta pelas autoridades turcas e italianas nos últimos anos, Schmitt gostaria de ver os estádios apenas com mulheres e crianças.

“Essa é uma ideia interessante, que já foi testada com sucesso na Turquia”, ressaltou o procurador-geral, lembrando de uma partida disputada pelo Fenerbahçe em 2011. Outra solução estudada pelo STJD é voltar a deixar os estádios completamente vazios, medida que foi excluída do Regulamento Geral de Competições de 2013, mas que retornará em 2014.

Schmitt também cobrou ação do Estado e da Confederação Brasileira de Futebol, opinião que foi reforçada por Aldo Rebelo. “A prisão é a solução. Quando eles começarem a ser punidos e presos em flagrante, a violência vai diminuir. Essas coisas já estão previstas no Estatuto do Torcedor, mas têm que ser aplicadas”, cobrou o ministro do Esporte em entrevista coletiva.

Rebelo ainda afirmou que o Governo tem a obrigação de fornecer a segurança para o entorno dos estádios com policiais, mas que dentro dos campos a responsabilidade é dos organizadores do evento. Francisco de Paula Fernandes Neto, promotor do Ministério Público de Santa Catarina, foi além nas críticas à presença da Polícia Militar nos estádios.

“Policial não deve fazer segurança de arbitragem ou atleta. Isto é zeladoria ou vigilância privada. Cabe ao policiamento intervir em infrações, crimes e contravenções, e manutenção da ordem, não para dividir torcidas. Nem pagando se pode desviar a finalidade de uma instituição pública para execução de segurança privada”, declarou Neto à Rádio Estadão.

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