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Nobre tenta pagar 'dívida eleitoral': manager e foco no clube social

William Correia e Tossiro Neto São Paulo (SP)

Em seu primeiro ano como presidente do Palmeiras, Paulo Nobre não cumpriu duas promessas de campanha: o departamento de futebol ainda não tem um manager e sócios reclamam de pouca atenção ao clube. Em 2014, quando o Verdão completará 100 anos de fundação, o dirigente quer corrigir o que admite como falhas.

O mandatário, contudo, se justifica por seus erros. “O Palmeiras era um cobertor que não daria pra cobrir o pé e a cabeça ao mesmo tempo. Dei atenção total ao futebol em 2013 porque não existiria 2014 com o Palmeiras na segunda divisão”, explicou.

A busca por um manager, que, em suas palavras, seria como se fosse o “presidente do futebol palmeirense”, a falta de tempo é culpada mais uma vez. O diretor executivo José Carlos Brunoro foi contratado assim que Nobre assumiu o cargo para ajudá-lo em todas as áreas do clube e, ao que parece, sua presença não foi suficiente para aliviar o trabalho.

“Foram tantos desafios que não me concentrei em certos pontos da minha proposta como manager. E precisamos colocar a casa em ordem, preparar o terreno para o manager chegar com condições de trabalho, e não como um projeto natimorto”, disse Nobre. “O manager seria um espelho do presidente com liberdade suficiente para desenvolver seu trabalho. A ideia continua, mas para o futuro, a médio prazo.”

O clube social terá uma solução mais imediata. A desculpa nessa falta de atenção é a reforma do Palestra Itália, que deve se encerrar no primeiro semestre do ano que vem. Caso o prazo seja cumprido, Nobre poderá trabalhar como crê que o associado merece até o fim de seu mandato, em dezembro de 2014.

Djalma Vassão/Gazeta Press
A presença de Brunoro não aliviou o trabalho e Nobre deu prioridade ao futebol em 2013 por conta da Série B
“As atenções serão mais voltadas ao clube tão logo essa obra termine. Como o dinheiro é curto, não posso investir dinheiro em uma obra no clube que, eventualmente, a Arena venha por algum motivo a destruir. Precisamos muito que termine essa obra para poder investir no clube social”, comentou o presidente.

“O associado tem razão em reclamar, mas não havia a possiblidade de abraçar os dois lados em 2013. Então, em 2013, nos dedicamos ao futebol e, sem abandonar o futebol em 2014, vamos ter atenção com o clube social”, prometeu, mais uma vez, o presidente.

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