Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Presidente do Coxa diz representar CBF e condena ameaça de greve

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, representou a Comissão Especial dos Clubes de Futebol Brasileiro no simpósio promovido pela Fenapaf (Federação Nacional de Atletas Profissionais) e espera ser também o interlocutor nas discussões com o Bom Senso FC, mas o zagueiro Paulo André ainda espera uma posição mais clara da CBF.

“Estou em contato com o Vilson, mas talvez os seis clubes da comissão não representem os 20 da Série A. Entendemos que a CBF queira colocar alguém na frente para discutir por um tempo, mas, se as propostas não forem efetivas, não vale nada. Vamos buscar uma conversa que valha a pena, para que saia um documento oficial”, afirmou o jogador, que é um dos líderes do Bom Senso.

Apesar da desconfiança do zagueiro, o presidente do Coxa assegura ter autonomia para representar a CBF na discussão, apesar de sua comissão conter apenas seis equipes: Corinthians, Flamengo, Vitória, Internacional, Atlético-MG e Coritiba.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Presidente do Coritiba entende que greve seria uma atitude injusta do Bom Senso
“Existe uma portaria que nomeou os clubes representando a CBF. Somos seis, mas o único que tem debatido sou eu, por iniciativa própria minha de ajudar. Ele (Paulo André) sabe e conhece a portaria. Na última reunião da câmara federal em que se discutiu esta questão, a CBF me nomeou representante e eu falo em nome dela também”, comentou.

Com o status de representante, o mandatário condenou a ameaça de greve feita pelo Bom Senso. O grupo de atletas queria paralisar os jogos do fim de semana passado do Brasileirão se não houvesse acordo entre a diretoria do Náutico e seu elenco, que alegava salários atrasados. Porém, Vilson não vê justificativa para a greve.

“A greve é uma medida extremamente dura e, no momento, o futebol brasileiro não teria condições de fazer, não acho justo. O Náutico tinha seu problema, e o presidente trabalhou no sentido de resolver. Não acho correto fazer uma ameaça de greve por um problema específico de um clube, porque a greve teria de ser um movimento de toda uma categoria”, afirmou.

Vilson ainda explicou que os clubes encontrariam dificuldades de abordar as responsabilidades do grupo de atletas em caso de paralisação. “O Bom Senso não existe como pessoa jurídica. Se o consumidor entrar com ação pela greve contra os clubes, estes não poderiam acionar o Bom Senso. O clube teria de entrar com ação contra as pessoas físicas, ou seja, os atletas”.

O presidente da Fenapaf, Rinaldo Martorelli, também relatou problemas de comunicação nestes contatos com o Bom Senso. “Estive conversando com alguns participantes, que disseram que o Facebook fica aberto e qualquer um pode dar a nota ou mandar mensagem. Às vezes, você pergunta quem foi e não sabem”, ponderou.

No entanto, Paulo André rebateu e alega que todos os comunicados são elaborados pelo grupo. “As notas do Bom Senso são sempre consensuais e representam a vontade do movimento”, comentou. O atleta ainda explicou que os contatos com a Fenapaf começaram apenas no fim de semana.

“O que aconteceu de sábado para cá é que o sindicato nos procurou para apresentar sua proposta e estamos aguardando um posicionamento oficial. Não digo que vamos caminhar juntos, mas dará um peso maior na reivindicação feita às entidades”, declarou. Paulo André revelou que o órgão presidido por Martorelli demonstrou apoio às causas defendidas pelo Bom Senso.

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