Futebol/Copa Sul-americana - ( - Atualizado )

Primeira final reflete temporada oscilante da Ponte Preta em 2013

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

O roteiro não saiu como o esperado pela torcida da Ponte Preta. Os quase 29 mil torcedores que compareceram ao Pacaembu voltam para casa com mistura de sentimentos após o empate em 1 a 1: a decepção pelo tropeço como mandante na final da Copa Sul-americana e a esperança pela reação demonstrada nos minutos finais para seguir vivo e tentar derrubar o Lanús na Argentina na próxima quarta-feira.

“Foi muito importante o gol, mas mais importante ainda foi a partida que a gente fez para reagir. Jogamos bem mesmo com o Lanús dificultando bastante para nosso time. Como espero dificultar para eles lá também. Meu gol foi bom para manter a esperança do torcedor e do grupo. Estamos vivos nessa final para buscar o título”, exaltou Fellipe Bastos, autor do único tento da Macaca.

O panorama da primeira decisão é semelhante a todo ano do time campineiro. Da ótima campanha na primeira fase do Campeonato Paulista à eliminação com goleada para o Corinthians nas quartas de final. Da conquista do Troféu do Interior à demissão de Guto Ferreira, hoje na Portuguesa. De finalista da Copa Sul-americana à rebaixada no Campeonato Brasileiro.

“O jogo foi emocionante demais mesmo. Só o futebol reúne tanta gente com essa festa como a de hoje (quarta-feira). Eu corro todo dia pra manter o coração bom e não ter nenhum tipo de problema devido a esse sofrimento. Não quero sofrer mais uma vez, mas se tiver que sofrer que a gente consiga vencer e ultrapassar todos esses obstáculos para ficar com o título”, desabafou o técnico Jorginho.

E nesta quarta o comandante já enfrentou teste de fogo para o coração quando Santiago Silva, sem goleiro, completou para fora após cruzamento da esquerda. "Eu cheguei a vibrar como se fosse um gol nosso. Vibrei como aqueles caras do futsal quando tiram uma bola. Era um gol feito, mas ele quis dar de três dedos quando era só ter calma e escorar. As coisas estão acontecendo na nossa porta, é o nosso momento", exaltou.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Depois de comemorar o gol de falta de Goltz, Augustín Marchesín só pôde observar o tento de Fellipe Bastos
Maior exemplo da temporada de oscilações da Macaca, a possível conquista da Sul-americana empolga a todos no clube. Protagonista e melhor jogador da primeira final – recebeu prêmio da Conmebol – Fellipe Bastos espera que a sina alterar sentimentos bons e ruins continue e que a torcida possa festejar a primeira taça internacional em 113 anos de história pouco mais de uma semana após a queda para a Série B.

“A gente só pensa no título. Pensa em conquistar, em trazer essa felicidade para o torcedor. No Brasileirão as coisas não ocorreram da maneira que esperávamos, e por isso não pensamos no vice. Não passa pela nossa cabeça qualquer outra coisa a não ser o título. Temos que fecha o ano com chave de ouro. Não podemos perder a oportunidade de dar alegria aos torcedores e aos funcionários”, prometeu o meio campista.

Jorginho também não esconde a ansiedade pela finalíssima do dia 11 de novembro, em La Fortaleza. Com passagens pelo futebol japonês, Figueirense e Flamengo, o técnico reconhece que terá de encarar o principal compromisso da curta carreira à beira dos gramados: “É o jogo mais importante da minha vida como treinador e quero dar essa alegria à torcida que está há 113 anos esperando. Quero muito que isso aconteça”.

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