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Quase três anos depois, Tite consegue ver futebol em Éverton Ribeiro

Marcos Guedes e Helder Júnior São Paulo (SP)

Tite não teve dúvidas, antes mesmo do término do Campeonato Brasileiro, ao apontar Éverton Ribeiro como o craque da competição. Na última segunda-feira, já com a disputa encerrada, o técnico lhe entregou a Bola de Prata e disse: “Como é bom ver a evolução de um jogador”. O desempenho do meia é uma surpresa para o gaúcho.

Formado no Corinthians, onde apareceu como lateral esquerdo, Éverton voltou ao clube no início de 2011, após uma boa Série B no meio-campo do São Caetano. Fez a pré-temporada e observou jogadores como Edno ganharem repetidas chances enquanto ele ficava no banco. No fim de fevereiro, foi liberado para o Coritiba.

“Trabalhei muito pouco com o Éverton e não pude fazer uma real avaliação naquele período. Era um garoto jovem, com potencial, mobilidade e uma boa qualidade técnica, mas não tive o tempo necessário para analisar”, afirmou o treinador, em entrevista à Gazeta Esportiva.

Divulgação/Agência Corinthians
Tite deixou Éverton Ribeiro de lado antes de reconhecer o seu talento (foto: Daniel Augusto Jr. - 7/1/11)
O meia observou os testes de Tite do banco – ou até fora dele – até que se cansou. Foi ao Coritiba, onde encontrou Marcelo Oliveira, um técnico que já o elogiava nos tempos de São Caetano. Destacou-se no time alviverde e reencontrou Oliveira no Cruzeiro, ganhando o Brasileiro como grande jogador da competição.

Quando recebeu a Bola de Prata das mãos de Tite, Éverton Ribeiro disse educadamente ter aprendido muito com ele. Na verdade, nem houve tempo para isso, como afirmou o próprio gaúcho, agora obrigado a reconhecer o talento do jogador, alvo do Manchester United.

“Eu não sabia nem se ele era do clube. Era? Bom, não tive tempo. Se ele jogou, foi pouco. Não foi considerável para eu fazer a avaliação. Recordo que tinha Jorge Henrique e Dentinho para os lados, Danilo no meio. Se o tempo de análise tivesse sido maior, e eu queria isso, poderia...”

Não aconteceu. E, vendo o que pode ser apontado como um erro em uma trajetória de tantos acertos no Corinthians, Tite se permitiu sorrir. “Se pudesse pensar melhor, a primeira coisa que faria seria não ter apontado o jogador como craque do campeonato. É claro que eu não quero dar o braço a torcer”, brincou.

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