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Retrospectiva Verdão: nova filosofia só garante Série A no centenário

William Correia São Paulo (SP)

Após o rebaixamento no Brasileiro do ano passado, tanto o torcedor quanto o conselheiro palmeirense viram na eleição do presidente Paulo Nobre uma esperança. Mas o time terminou 2013 cumprindo apenas o que o próprio mandatário aponta não ser mais do que a obrigação: voltou à primeira divisão do Brasileiro conquistando o título da Série B do Brasileiro.

O dirigente assumiu seu cargo traçando como objetivo evitar que o clube disputasse a segunda divisão no ano do centenário, em 2014. Reformulou a equipe no primeiro semestre, em meio à disputa do Paulista e da Libertadores, só pensando na Série B, mantendo o técnico Gilson Kleina até após ser goleado pelo Mirassol e criticado publicamente pela eliminação na Copa do Brasil. Tudo para evitar um vexame maior.

Após ver seu antecessor Arnaldo Tirone ficar impedido de fazer contratações sem o aval do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), Nobre se impôs a missão de pensar sempre na alta dívida do clube antes de buscar reforços. Assim, usou jogadores que não queriam ficar no clube para preencher o desfalcado elenco, pensando em usar até a Libertadores como atalho para um time entrosado na Série B. Terminou o ano orgulhoso por só ter gastado na contratação do meia Mendieta, vindo do Libertad – os outros reforços vieram em acordos gratuitos, segundo o mandatário.

Com essa medida, o criticado atacante Luan e o volante Souza, que forçou saída para receber salário maior meses após voltar de empréstimo, foram ao Cruzeiro em troca de Charles, Marcelo Oliveira e Ananias, todos reservas no ano. A troca mais polêmica, contudo, foi a ida do artilheiro Barcos ao Grêmio, que cedeu Léo Gago, Rondinelly, Vilson e Leandro, além de quitar as dívidas com o centroavante argentino, mas não conseguiu cumprir o acordo de repassar mais um atleta.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Presidente mais jovem do clube desde 32, Nobre causou polêmica nas primeiras semanas ao vender Barcos
Embora criticada inicialmente, a liberação de Barcos surtiu o efeito pretendido por Nobre ao abrir mão de um dos principais artilheiros do País no ano anterior. Leandro foi o maior goleador do time no ano, comandando a conquista da Série B ao lado de Alan Kardec, que chegou em julho, e de Valdivia, que teve um raro semestre de presença frequente em campo diminuindo o número de lesões e voltando a jogar pela seleção chilena, sua prioridade. O meia, contudo, ficou fora de todos os jogos decisivos no ano.

Se ficar sem seu jogador mais caro é comum, a empatia com as arquibancadas se desfez. Diferentemente da primeira passagem pela segunda divisão nacional, em 2003, a torcida não teve uma temporada de paz mesmo entre os próprios palmeirenses, já que foi comum ver parte dos presentes no Pacaembu, ainda a casa do clube, vaiarem e adotarem gritos contrários aos da Mancha Alviverde, principal organizada do clube. A cena se repetiu inclusive nos jogos que garantiram o acesso e o título na Série B.

A Mancha foi responsável por uma das principais marcas negativas do ano. Em 7 de março, na Argentina, logo após derrota para o Tigre, membros da organizada acuaram o elenco em aeroporto de Buenos Aires na tentativa de buscar Valdivia e atiraram xicaras. Os estilhaços de algumas cortaram a cabeça e a orelha do goleiro Fernando Prass, que recebeu pontos e, três dias depois, já estava em campo disputando clássico contra o São Paulo.

O episódio fez Nobre, simpatizante de organizadas desde a adolescência, incluindo a Mancha, romper o relacionamento especial que dava a esses torcedores. Anunciou que não cederia mais ingressos gratuitamente para quem ia a jogos fora do Brasil e deixaria de repassar uma parte dos bilhetes para venda exclusiva nas sedes das organizadas. Duas delas, que já tinham gerado punição ao clube desde o ano passado, voltaram a aprontar em 2013: Mancha e TUP entraram em conflito em Guaratinguetá, tirando mais mandos de campo do Verdão.

Independentemente das consequências de seus atos, uniformizados xingam Nobre em quase todos os jogos do clube. Os insultos também são direcionados a Valdivia, que irritou ainda mais seus críticos ao apontar os órgãos genitais a Zeca Urubu, frequente torcedor da Mancha costumeiramente envolvido em troca de agressões – neste ano, acabou se machucando ao levar socos do lateral direito Fabinho Capixaba. A organizada também chegou a ameaçar o chileno até de processo após o meia citar que “agora que pagam ingressos podem xingar”.

Tanto membros de organizadas quanto torcedores comuns, incluindo conselheiros, contestam outras ações de Nobre. Em seus primeiros dias no cargo, o presidente contratou José Carlos Brunoro como diretor executivo para ajudá-lo até no clube social. O que se viu, contudo, foram cortes nos esportes que não tivessem dinheiro de fora, gerando protestos internos pelo fim do futsal profissional. O time de basquete, que disputa o Novo Basquete Brasil, só foi mantido com a ajuda da Meltex, empresa que gerencia a rede de lojas oficiais do clube, a Academia Store.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Valdivia voltou a se machucar e ficou fora de todos os jogos decisivos no ano, mas se destacou na Série B
A impressão que fica é que mesmo o marketing não está sabendo aproveitar o centenário. Fora a expansão da Academia Store, já garantida em contrato assinado por Tirone no ano passado, o único trunfo do departamento foi o crescimento no número de adeptos ao programa de sócio-torcedor: o programa tinha cerca de 9 mil inscritos em janeiro e, agora, conta com mais de 35 mil.

Para o centenário, existe um temor crescente pelo Palestra Itália, outro ponto falho no ano. Em abril, o operário Carlos de Jesus, de 34 anos, morreu após a queda de uma viga, implantada nas arquibancadas da rua Turiassú, exatamente o setor no qual a WTorre, responsável pela obra, não obteve autorização do poder público para demolir, ficando obrigado a construir uma nova arquibancada em cima da antiga.

No mesmo mês, a seguradora alemã Allianz fechou acordo para batizar o estádio pagando R$ 300 milhões em 20 anos – desse valor, R$ 37,5 milhões ficarão com o clube. Mas a própria empresa recebeu críticas por não dar nenhuma opção de nome que lembrasse Palestra Itália, transformando o local em Allianz Arena.

O Palestra Itália, contudo, virou real ponto de discussão quando Nobre, vice-presidente em 2008, quando o clube acertou o acordo com a WTorre, decidiu comprar briga com a construtora. A empresa diz ter direito de comercialização em todas as cadeiras do estádio, enquanto o presidente diz que o Verdão tem direito de lucrar com 35 mil dos 45 mil lugares. O acerto é discutido judicialmente e a construtora, com problemas financeiros, trabalha com ritmo reduzido na reforma. A consequência já foi a cessão do show da banda inglesa One Direction para o Morumbi.

Sem saber se voltará a ter um estádio no primeiro semestre do ano do centenário, o torcedor viu o time atuar sem patrocinador durante toda a Série B. Durante o Paulista e a Libertadores, a montadora Kia só ficou porque Nobre se contentou em receber menos do que no ano anterior. Ficam as dúvidas diante dos problemas financeiros, a estratégia de salários menores e prêmios maiores para montar o elenco em 2014 e a esperança cada vez menor de um centenário cheio de glorias com a base de um time vaiado por sua própria torcida mesmo como campeão.

CAMPEONATO PAULISTA

Djalma Vassão/Gazeta Press
Paulista que teve goleada do Mirassol terminou para o Verdão com Kleber errando pênalti na Vila Belmiro
Mantido após o rebaixamento, Gilson Kleina precisou usar quase todo o seu elenco à disposição para preencher os espaços no banco de reservas em seu único jogo no ano sob a presidência de Tirone, sendo vaiado no 0 a 0 com o Bragantino no Pacaembu. O técnico nunca foi o preferido de Nobre, mas acabou mantido e mostrou regularidade no Estadual até encarar um desastre em Mirassol, em 27 de março.

Na cidade do time que acabou rebaixado no Paulista, o treinador não soube lidar com os desfalques que tinha e resolveu promover a estreia profissional do zagueiro Marcos Vinicius, autor de gol contra com 40 segundos. Foram mais dois gols dos adversários antes dos 12 minutos. Caio e Ronny diminuíram, mas, ainda no primeiro tempo, foi selada a vexatória derrota por 6 a 2.

Nobre estava no avião, voltando da Europa, onde chefiou a delegação da Seleção Brasileira, quando o time foi goleado. Só não demitiu o técnico porque os custos dessa decisão, somando multa rescisória e salários atrasados, seriam de cerca de R$ 2 milhões. Kleina, então, conseguiu classificar o time para as quartas de final, mas só com a sexta melhor campanha da frágil primeira fase.

O desempenho fez o time lutar para ir às semifinais em jogo único, contra o Santos, na Vila Belmiro. Na fase inicial, o Verdão não perdeu nenhum clássico, mas também não venceu, empatando com Corinthians, São Paulo e Peixe. No novo encontro com o alvinegro praiano, outro empate, alcançado após uma série de gols perdidos pelo rival e um gol salvador do limitado centroavante Kleber no fim. Nos pênaltis, com Bruno sob as traves substituindo o machucado Fernando Prass e motivado pela boa atuação nos 90 minutos, o Palmeiras acabou parando no goleiro Rafael, sendo eliminado e, ao mesmo tempo, elogiado por Nobre.

COPA LIBERTADORES

Djalma Vassão/Gazeta Press
Bruno levou frango histórico e colocou fim na campanha do Palmeiras nas oitavas de final da Libertadores
Menos de uma semana antes de estrear, o Palmeiras cedeu Barcos ao Grêmio e, mostrando que a prioridade no ano era a Série B, aceitou receber Leandro e Léo Gago mesmo sem poder contar com nenhum deles na Libertadores. A campanha na fase de grupos, assim, começou com sustos em fracas atuações e derrotas para Libertad e Tigre em Paraguai e Argentina, respectivamente.

Após as xicaras atiradas por membros da Mancha no elenco em Buenos Aires, porém, a torcida se juntou e fez a equipe se classificar para as oitavas de final com uma rodada de antecedência graças às vitórias sobre Tigre e Libertad em Pacaembu cheio. Com 100% de aproveitamento em casa, o time não somou ponto fora, perdendo do eliminado Sporting Cristal e ficando em primeiro na chave graças a gol nos acréscimos do Libertad na derrota por 5 a 3 para o Tigre em Assunção.

No mata-mata, o adversário era o Tijuana, responsável por quebrar a invencibilidade do então campeão Corinthians na fase anterior. O maior temor era a grama sintética dos mexicanos em casa, mas atuação inspirada de Bruno segurou um 0 a 0 contestável, já que não foi marcado um pênalti claro sobre Wesley no jogo disputado perto da divisa com os Estados Unidos.

Bruno, herói em Tijuana, botou tudo a perder ainda no primeiro tempo, levando frango histórico ao praticamente empurrar com seu braço a bola para dentro de seu gol após um despretensioso chute de Riasco. Arce voltou a balançar as redes para os mexicanos depois do intervalo e o pênalti convertido por Souza, no fim, foi insuficiente para evitar a eliminação em um Pacaembu lotado.

SÉRIE B DO BRASILEIRO

Djalma Vassão/Gazeta Press
Time comemorou título da Série B e foi apoiado por alguns torcedores após ser vaiado no jogo do acesso
O segundo título do Palmeiras na Série B foi tranquilo, graças à Copa das Confederações. O time nunca saiu da zona de acesso durante as 38 rodadas da competição, mas não era líder e corria riscos de perder o posto no G-4 antes da parada para o torneio da Fifa.

Com tempo para treinar e, enfim, entrosar a equipe montada ao longo dos seis primeiros meses no ano, o Verdão sobrou a ponto de ficar invicto por 11 jogos, com dez vitórias. A sequência só acabou quando Kleina escalou reservas diante do Boa, pensando no duelo contra o Atlético-PR na Copa do Brasil.

O maior reforço obtido durante a Copa das Confederações, contudo, foi interno. Embora os gols de Alan Kardec, emprestado pelo Benfica a partir de julho, tenham sido fundamentais, Valdivia se sobrepôs até ao goleiro Fernando Prass, ao volante Wesley e ao atacante Leandro entre os destaques. Raramente treinando e sendo substituído ou ficando no banco para se poupar, o camisa 10 voltou a ter seu nome gritado pela torcida.

O palmeirense, entretanto, não viu show da sua equipe nem mesmo no jogo que garantiu o acesso. Até por isso, aquele 0 a 0 com o rebaixado São Caetano foi marcado pelas vaias da maioria dos presentes no Pacaembu lotado. Alguns, ao menos, festejaram a conquista do título no 3 a 0 sobre o Boa, também no Pacaembu, quando organizadas preferiram deixar o estádio em vez de celebrar, de novo, um título de segunda divisão.

Muitos dos torcedores que se recusaram a celebrar, na verdade, foram vilões nesta Série B. No torneio, o Palmeiras teve quatro casas diferentes além do Pacaembu, e só uma delas por opção da diretoria, que vendeu o mando do jogo em que recebeu a taça para atuar em Campo Grande (MS). Cumprindo punição por conta de atos violentos de sua torcida, o time foi mandante também em Itu (SP), Presidente Prudente (SP) e Londrina (PR).

COPA DO BRASIL

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Kleina ficou pressionado com eliminação na Copa do Brasil, mas acabou ficando e renovando por ser opção barata
Por ter disputado a Libertadores, o Palmeiras só entrou no torneio mata-mata nacional nas oitavas de final. O sorteio definiu que teria pela frente o Atlético-PR, que vivia seu melhor momento na temporada, chegando a pressionar o Cruzeiro na liderança da primeira divisão do Brasileiro.

No Pacaembu, o Verdão quebrou invencibilidade de dez jogos dos paranaenses vencendo por 1 a 0 com gol marcado por Vilson nos primeiros minutos e defesas decisivas de Prass. Na volta, uma pane geral que durou 90 minutos resultou em derrota por 3 a 0 que só não foi goleada porque o goleiro do Verdão salvou de novo.

A apática atuação resultou em bronca pública de Nobre sobre Kleina e o elenco. Pela segunda vez no ano, o técnico esteve perto de ser demitido, mas o presidente preferiu não mexer no que dava certo na Série B. Só se convenceu de que deveria buscar outros nomes e tentou contratar o argentino Marcelo Bielsa. Entretanto, sem dinheiro para trazer alguém “de impacto”, como definiu Brunoro, teve uma desgastante negociação para convencer Kleina a renovar por um salário menor e prêmios maiores.

ESTATÍSTICAS

Jogos: 68
Vitórias: 37
Empates: 16
Derrotas: 15
Gols Pró: 113
Gols Contra: 63
Saldo: +50

ARTILHEIROS

Leandro: 19
Alan Kardec: 14
Wesley: 7
Charles: 6
Vilson: 6
Vinicius: 6
Henrique: 5
Serginho: 5
Juninho: 4
Mendieta: 4
Tiago Real: 4
Valdivia: 4
Barcos: 3
Márcio Araújo: 3
Ronny: 3
Caio: 2
Eguren: 2
Kleber: 2
Luan: 2
Patrick Vieira: 2
Souza: 2
André Luiz: 1
Ayrton: 1
Felipe Menezes: 1
Fernandinho: 1
Léo Gago: 1
Luis Felipe: 1
Marcelo Oliveira: 1
Dráusio (contra): 1

CAMPEONATO PAULISTA
20/01 - Pacaembu – Palmeiras 0 x 0 Bragantino
23/01 - Benedito Teixeira - Oeste 1 x 3 Palmeiras (Barcos, Patrick Vieira e Luan)
27/01 – Pacaembu - Palmeiras 2 x 3 Penapolense (Ayrton e Luan)
31/01 – Pacaembu - Palmeiras 3 x 0 São Bernardo (Barcos [2] e Valdivia)
03/02 - Barão de Serra Negra - XV Piracicaba 3 x 3 Palmeiras (Henrique [2] e Márcio Araújo)
07/02 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 0 Atlético Sorocaba (Márcio Araújo e Henrique)
10/02 - Romildo Vitor Ferreira - Mogi Mirim 2 x 2 Palmeiras (Márcio Araújo e Souza)
17/02 – Pacaembu - Corinthians 2 x 2 Palmeiras (Vilson e Vinicius)
24/02 – Pacaembu – Palmeiras 1 x 0 União Barbarense (Leandro)
10/03 – Morumbi – São Paulo 0 x 0 Palmeiras
14/03 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 1 Paulista (Dráusio [contra] e Vilson)
17/03 - Anacleto Campanella - São Caetano 1 x 1 Palmeiras (Leandro)
20/03 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 0 Botafogo (Leandro [2])
24/03 – Pacaembu – Palmeiras 0 x 0 Santos
27/03 - José Maria de Campos Maia - Mirassol 6 x 2 Palmeiras (Caio e Ronny)
30/03 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 1 Linense (Leandro e Marcelo Oliveira)
07/04 - Moisés Lucarelli - Ponte Preta 1 x 2 Palmeiras (Tiago Real e Leandro)
14/04 – Pacaembu – Palmeiras 4 x 1 Guarani (Léo Gago, Vilson, Charles e Ronny)
21/04 – Novelli Junior – Ituano 2 x 1 Palmeiras (Tiago Real)
27/04 – Vila Belmiro – Santos (4) 1 x 1 (2) Palmeiras (Kleber)

COPA LIBERTADORES
14/02 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 1 Sporting Cristal (Henrique e Patrick Vieira)
28/02 – Nicolás Leoz – Libertad 2 x 0 Palmeiras
06/03 - José Dellagiovanna – Tigre 1 x 0 Palmeiras
02/04 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 0 Tigre (Caio e Charles)
11/04 – Pacaembu – Palmeiras 1 x 0 Libertad (Charles)
18/04 - Alberto Gallardo – Sporting Cristal 1 x 0 Palmeiras
30/04 – Caliente – Tijuana 0 x 0 Palmeiras
14/05 – Pacaembu – Palmeiras 1 x 2 Tijuana (Souza)

SÉRIE B DO CAMPEONATO BRASILEIRO
25/05 – Novelli Junior – Palmeiras 1 x 0 Atlético-GO (Tiago Real)
28/05 - Coaracy Fonseca – ASA 0 x 3 Palmeiras (Kleber, Juninho e Tiago Real)
01/06 – Novelli Junior – Palmeiras 0 x 1 América-MG
04/06 – Novelli Junior – Palmeiras 2 x 1 Avaí (Leandro e Ronny)
08/06 – Ilha do Retiro – Sport 1 x 0 Palmeiras
11/06 - Manoel Barretto – América-RN 0 x 2 Palmeiras (Vinicius e Fernandinho)
06/07 – Prudentão – Palmeiras 4 x 0 Oeste (Leandro [2] e Charles [2])
12/07 – Pacaembu – Palmeiras 4 x 1 ABC (Wesley, Luis Felipe, Vinicius e Serginho)
20/07 - Orlando Scarpelli – Figueirense 2 x 3 Palmeiras (Vinicius, André Luiz e Valdivia)
27/07 - Dario Leite – Guaratinguetá 1 x 1 Palmeiras (Leandro)
30/07 – Pacaembu – Palmeiras 4 x 0 Icasa (Vinicius, Alan Kardec [2] e Wesley)
02/08 – Pacaembu - Palmeiras 2 x 1 Bragantino (Alan Kardec e Valdivia)
06/08 – Anacleto Campanella - São Caetano 1 x 2 Palmeiras (Alan Kardec e Henrique)
10/08 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 1 Paraná (Juninho e Wesley)
13/08 – Arena Joinville – Joinville 0 x 1 Palmeiras (Mendieta)
17/08 – Pacaembu – Palmeiras 3 x 2 Paysandu (Alan Kardec, Mendieta e Leandro)
24/08 - Dilzon Melo – Boa 1 x 0 Palmeiras
31/08 – Castelão – Ceará 2 x 2 Palmeiras (Alan Kardec e Leandro)
03/09 – Pacaembu – Palmeiras 0 x 0 Chapecoense
07/09 - Juscelino Kubitschek – Atlético-GO 1 x 3 Palmeiras (Alan Kardec [2] e Leandro)
10/09 – Pacaembu – Palmeiras 3 x 0 ASA (Alan Kardec, Wesley e Serginho)
14/09 – Independência – América-MG 1 x 1 Palmeiras (Leandro)
17/09 – Ressacada – Avaí 2 x 4 Palmeiras (Valdivia, Mendieta, Vinicius e Eguren)
21/09 – Pacaembu – Palmeiras 2 x 1 Sport (Wesley [2])
28/09 – Pacaembu – Palmeiras 0 x 0 América-RN
01/10 - Benedito Teixeira – Oeste 0 x 2 Palmeiras (Leandro e Serginho)
05/10 – Frasqueirão – ABC 3 X 2 Palmeiras (Alan Kardec e Vilson)
08/10 – Estádio do Café – Palmeiras 4 x 0 Figueirense (Alan Kardec [2], Mendieta e Serginho)
11/10 – Estádio do Café – Palmeiras 1 x 0 Guaratinguetá (Vilson)
15/10 – Romeirão – Icasa 1 x 0 Palmeiras
19/10 – Nabi Abi Chedid – Bragantino 0 x 2 Palmeiras (Alan Kardec e Wesley)
26/10 – Pacaembu – Palmeiras 0 x 0 São Caetano
02/11 – Durival Britto – Paraná 1 x 1 Palmeiras (Leandro)
09/11 – Pacaembu – Palmeiras 3 x 0 Joinville (Leandro, Juninho e Serginho)
12/11 – Mangueirão – Paysandu 1 x 0 Palmeiras
16/11 – Pacaembu – Palmeiras 3 x 0 Boa (Felipe Menezes, Leandro e Juninho)
23/11 – Morenão – Palmeiras 4 x 1 Ceará (Eguren, Charles, Alan Kardec e Leandro)
30/11 – Arena Condá – Chapecoense 1 x 0 Palmeiras

COPA DO BRASIL
21/08 – Pacaembu – Palmeiras 1 x 0 Atlético-PR (Vilson)
28/08 – Durival Britto – Atlético-PR 3 x 0 Palmeiras

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