Futebol/Mundial de Clubes - ( )

Ronaldinho Gaúcho tem dia de ídolo em novo fracasso no Mundial

São Paulo (SP)

Ronaldinho Gaúcho fez de tudo para se recuperar a tempo da disputa do Mundial de Clubes pelo Atlético-MG. Voltou aos gramados em grande estilo ao anotar dois gols contra o Vitória na despedida do Campeonato Brasileiro e chegou ao Marrocos como maior estrela do torneio ao lado de Frank Ribéry. A intenção era apagar a frustração de 2006, no Japão. O roteiro, no entanto, não teve o desfecho esperado.

Assim como o astro francês, o camisa 10 do Galo tinha a responsabilidade de conduzir os companheiros dentro de campo e causava preocupação aos técnicos adversários. O multicampeão Pep Guardiola, por exemplo, cansou de exaltar os feitos do craque pelo Barcelona para pedir atenção do Bayern de Munique em uma possível final.

AFP
Ronaldinho Gaúcho reviveu tempos áureos com golaço de falta e brilho para chapelar Erraki
Já o atacante Vivien Mabide tinha opinião diferente sobre o brasileiro. O jogador de 31 anos da República Centro-Africana afirmou no último domingo que Ronaldinho não era o mesmo dos tempos de Camp Nou, que o gênio tinha ficado no passado. Mas ao final do jogo desta quarta-feira, em Marrakesh, o reserva do Raja Casablanca teve de se render.

Ronaldinho não fez chover em solo marroquino. Esteve sumido durante todo o primeiro tempo e apenas lamentou o gol de Iajour aos cinco minutos da etapa complementar. Aos 18, entretanto, mostrou seu velho talento ao cobrar falta com perfeição e empatar. Na saída de bola, esbanjou habilidade e deixou Erraki constrangido com belo chapéu.

Mas o que parecia ser um brilho decisivo não passou de um lampejo daquele que já foi comparado a Pelé quando emplacou dois prêmios de melhor jogador do mundo em 2004 e 2005. Mas quando era melhor do mundo, R10 também sucumbiu no Mundial perante a bravura dos operários de Abel Braga no Internacional em 2006, em Yokohama.

Moutaouali retomou a vantagem do Raja em cobrança de pênalti aos 38 minutos e, quis o destino, que Mabide fechasse a conta já nos acréscimos. Em meio à festa pelos 3 a 1 no placar e a classificação histórica para enfrentar o Bayern de Munique na final de sábado, às 17h30 (de Brasília), os jogadores do Raja partiram alucinados para cima de Ronaldinho.

AFP
Em 2006, Ronaldinho teve o favoritismo desbancado pelo Inter e reviveu sensação contra o Raja em 2013
Ali, os africanos deixaram de ser rivais do brasileiro. Deixaram de ser atletas profissionais, finalistas do Mundial de Clubes da Fifa. Todos passaram a ser tietes, fãs desesperados. Como crianças diante de seus ídolos, abraçaram, beijaram e tentaram apanhar lembranças do momento histórico que haviam acabado de protagonizar.

Ronaldinho Gaúcho ficou sem chuteiras, caneleiras, prometeu camisas para mais de um marroquino e reencontrou Mabide. O atacante se rendeu ao craque. Parecia suplicar por desculpas, como se admitisse a análise precipitada depois de ver o golaço do meia em Marrakech. Sem graça, R10 perdoou o rival e acenou para cada canto do estádio que gritava seu nome. Fosse o deslumbrado torcedor do Raja, ou o decepcionado atleticano.

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