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Tite aponta saída de Jorge Henrique como fundamental para Romarinho

Helder Júnior e Marcos Guedes São Paulo (SP)

Tite balançou a cabeça negativamente ao ouvir que o Corinthians sentiu a ausência de Jorge Henrique no segundo semestre de 2013. “Ele nos dava muita transição, mas não gols. Era uma briga para entrar na área”, justificou o comandante da equipe dona do segundo pior ataque do Campeonato Brasileiro. Em seguida, recorreu a um novato como argumento. “O Romarinho!”, exclamou.

Para Tite, hoje desempregado, a saída de Jorge Henrique do Corinthians para o Internacional (motivada por indisciplina) foi decisiva para a carreira de Romarinho. “Para crescer, ele precisava disso. Foi o mesmo que aconteceu com o Paulinho (quando Jucilei deixou o clube). O Romarinho tinha que passar por esse período de titularidade. Se o Jorge estivesse aqui, ele não jogaria e não amadurecia. É um processo”, afirmou.

Divulgação/Agência Corinthians
Jorge Henrique cedeu espaço para Romarinho amadurecer, segundo Tite (foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)
Apesar de ter conseguido uma sequência como titular, Romarinho esteve longe de se firmar como Paulinho. Seus maiores feitos no Corinthians ainda são os mesmos da época de reserva de Jorge Henrique – os gols marcados sobre o rival Palmeiras e o argentino Boca Juniors, no primeiro jogo da decisão da Copa Libertadores da América, e o fato de ter virado sensação entre usuários de redes sociais.

Como pouco fez desde então, Romarinho passou a ser perseguido por alguns torcedores em meio aos maus momentos do Corinthians em 2013. No empate sem gols com o Internacional, por exemplo, o atacante vindo do Bragantino sofreu com as cobranças de corintianos posicionados nas cadeiras numeradas e no tobogã do Pacaembu. Jorge Henrique, ao contrário, foi ovacionado no seu retorno ao estádio municipal – do qual Tite se despediu na mesma partida.

O técnico que saiu do Corinthians também por causa dos problemas ofensivos compreendeu a impaciência de alguns torcedores – houve quem chamasse Romarinho de “cachaceiro” e “baladeiro” depois da eliminação da Copa do Brasil, contra o Grêmio. “O Romarinho está só há um ano e meio aqui. Isso é muito pouco. Ele está aprendendo agora algumas coisas de comportamento, de não ter uma exposição pública maior. Isso tudo faz você refletir e evoluir”, defendeu.

Mesmo fora do Corinthians, tal qual Jorge Henrique, Tite confia que o seu discurso irá se confirmar em 2014. “O Jorge saiu, e a nossa aposta foi no Romarinho. Estou falando de um jogador que certamente amadurecerá no ano que vem, pois foi cobrado e já oscilou”, confiou o treinador, sem se importar com o fato de Romarinho só ter anotado um gol no último Campeonato Brasileiro. Jorge Henrique marcou três.

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