Atletismo/São Silvestre - ( )

Atletas brasileiros planejam bom-senso em calendário para treinar

São Paulo (SP)

Sentar-se e cruzar os braços é algo que vai contra os instintos dos atletas que correm a São Silvestre, mas os melhores brasileiros da prova, como têm feito os jogadores de futebol do país, reclamaram do calendário. Segundo eles, os quenianos levam vantagem por disputar menos competições ao longo da temporada.

“Precisamos treinar mais. As africanas competem menos e treinam mais, e isso acaba fazendo diferença. No terceiro quilômetro, as brasileiras já estavam para trás. No quinto, era só eu mesmo, a uns 50 metros delas”, afirmou Sueli Pereira, sexta colocada, fora de um pódio exclusivamente africano.

Para ela, a diferença de mais de um minuto que separou a campeã Nancy Kipron da primeira brasileira poderia ser menor com um tempo maior de preparação. “É muita competição, tem que diminuir um pouco. Já não estou correndo tanto, consegui treinar um pouco mais, mas é preciso ver isso.”

Djalma Vassão/Gazeta Press
Com três quenianas, uma tanzaniana e uma etíope, o pódio feminino foi todo africano
Entre os homens, Giovani dos Santos conseguiu subir ao pódio como quarto colocado, porém a distância para o campeão Edwin Kipsang, do Quênia, também foi superior a um minuto. E o atleta, embora satisfeito com o próprio desempenho, repetiu a queixa de Sueli.

“A gente compete demais. Você pode ver que os quenianos vão se revezando. Na Pampulha (prova disputada em 1º de dezembro, com triunfo de Giovani), correram uns. Aqui, foram outros. Com mais tempo de treino, os resultados podem melhorar”, disse o brasileiro.

Coincidência ou não, Giovani teve dificuldade para completar a São Silvestre na manhã de terça-feira. Com dores na panturrilha direita, ele só conseguiu baixar em um segundo o tempo obtido na edição anterior. Com 44min49s, ficou longe dos 44min00s que tinha como meta.

“Ali entre o 11º e o 12º quilômetro, eu estava tentando me aproximar, mas os quenianos perceberam minha chegada e se desgarraram. Eu ainda estava tentando buscar o terceiro lugar, mas senti a panturrilha”, contou o atleta, que começou a mancar depois de comemorar o posto de melhor brasileiro com um salto e um soco no ar.

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