Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Ao renovar, Leandro prova opção pelo Verdão: "Jogador só joga onde quer"

William Correia São Paulo (SP)

A vontade de Leandro em continuar no Palmeiras pesou para que seu empresário e um grupo de investidores abrissem mão de receber já um valor por seu desligamento do Grêmio. O atacante, contudo, usa um detalhe mais simples para garantir que só pensou em vestir verde neste ano: a liberdade do atleta para escolher onde atuar.

“O jogador só joga onde ele quer, ninguém joga obrigado em um time”, disse o artilheiro de 20 anos, sincero. “No fim do ano passado, deixei claro que queria ficar e sei que isso ajudou na decisão da diretoria para a permanência”, continuou.

As declarações são também um esclarecimento para torcedores que o xingaram. Durante a negociação, representantes de Leandro chegaram a pedir salários de R$ 300 mil, inviabilizando a simples prorrogação de seu empréstimo. O acerto só veio em definitivo porque o Verdão conseguiu R$ 8 milhões para pagar os 64% dos direitos econômicos dele que pertenciam ao Grêmio e, assim, oferecer bem menos do que R$ 300 mil, mas um considerável aumento em um contrato de quatro anos.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Leandro pediu que agente e investidores abrissem mão de ganhar já algum valor por negociação
Em meio à dificuldade na negociação, a diretoria chegou a admitir que temia perdê-lo para o Santos e Leandro foi alvo de seguidas críticas nas redes sociais. Mas o atacante pediu que seu empresário e os investidores facilitassem a negociação e, assim, pôde continuar no clube do coração – quem não recebeu nada agora aposta em montantes mais altos no futuro por conta de sua juventude.

“Poder representar essa camisa é um sonho meu e da minha família. Quando você faz algo relacionado a seu sonho, você dá o seu melhor”, declarou Leandro, avesso a entrevistas e que mantém essa posição para não falar demais sobre a negociação que o fez perder uma semana de pré-temporada, adiando sua estreia no ano para esta quinta-feira, quando será reserva diante do Comercial.

“Fiquei bem tranquilo, meu empresário ficou resolvendo e falou para eu curtir as férias porque ia dar certo. Deixo essa parte do contrato para ele e a diretoria, não quero falar disso. Meu negócio é dentro de campo”, apontou o autor de 19 gols em 42 partidas pelo Palmeiras.

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