Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Após problemas, Cruzeiro aperta o cerco contra torcidas organizadas

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

O Cruzeiro pretende não dar vida fácil para as torcidas organizadas do clube. A Raposa perdeu mando de campo no último Brasileiro devido a brigas entre duas facções organizadas e teve a festa do título nacional cancelada por conta de brigas de torcedores. O time celeste ainda esteve ameaçado de perder dez mandos de campo por conta da confusão fora do Mineirão no último jogo do Brasileiro, mas o clube foi absolvido no STJD.

A diretoria celeste já havia proibido as organizadas de usarem qualquer tipo de referência ao clube, e agora quer que os jogadores não usem produtos que façam menção as torcidas. No desembargue em BH, o atacante Marcelo Moreno ganhou um boné da Máfia Azul e agora o Cruzeiro quer banir este tipo de prática.

“Todos os jogadores que o Cruzeiro trouxer agora, pediremos a eles para não fazer mais aquilo. Haverá proibição judicial para as organizadas não usarem mais a marca do Cruzeiro. Há quem ficará chateado com a atitude, mas eles têm de entender que não podem ser comandados por quem tem atitudes de bandidos”, disse o presidente Gilvan de Pinho Tavares.

O mandatário cruzeirense alega que o clube teve prejuízo financeiro por conta das brigas de torcida, e que por isso, foi obrigado a adotar medidas radicais contra as organizadas. “O pessoal de torcida organizada recebia ingressos, despesas de viagens pagas pelo clube, inclusive para o exterior. Diretorias anteriores estavam acostumadas a custear isso para eles. Eles recebiam ingressos e vendiam para associados deles. Eles tinham receita enorme”, comentou.

A perda de benefícios pelas organizadas gerou insatisfação e até ameaças ao presidente celeste. “Quando começamos nosso trabalho aqui de batalhar pelos sócios do futebol, dissemos que não é clube que tem de batalhar pela torcida. Falamos para eles entrarem no programa de sócios do futebol. Conseguimos que muitos entrassem no programa de sócio, mas muitos começaram a me ameaçar, tive de trocar de celular e telefone fixo. Eles passaram a ter outra forma de hostilizar o clube”, revelou.

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