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Bolatti tenta repetir sucesso recente de estrangeiros no Botafogo

Bruno Grossi, especial para a GE.net Rio de Janeiro (RJ)

Mesmo sem nenhum título de expressão no século XXI, o Botafogo viu alguns ídolos surgirem nos últimos anos, curiosamente, boa parte deles vinda de fora do Brasil. Desde o sucesso de Loco Abreu à ‘Era Seedorf’, a torcida criou uma relação especial com os estrangeiros e agora torce para que Mario Bolatti supere as temporadas ruins no Internacional em General Severiano.

O Internacional tirou o argentino da Fiorentina em 2011 após longas negociações, mas nunca teve o esforço retribuído dentro de campo e no ano passado chegou a emprestar o volante ao Racing de Avellaneda. O rendimento no país natal também esteve longe do futebol que o levou à seleção na Copa do Mundo de 2010 e ao Porto.

Divulgação/Botafogo F. R.
Seedorf foi contratado em 2012 com status de estrela e correspondeu dentro e fora de campo
Para tentar reverter a má fase, Bolatti não precisará estudar com tanto afinco a história botafoguense. O Glorioso contou com os argentinos Oscar Basso, na década de 1940, e Rodolfo Fischer, de 1972 a 1975 , mas foi já nos anos 2000 que os gringos caíram de vez no gosto da torcida. A linhagem estrangeira começou a ser traçada com o uruguaio Sebastián Abreu.

Loco Abreu não demorou a se tornar um dos maiores ídolos alvinegros. Embora não tenha feito o sucesso de nomes como Garrincha, Zagallo, Heleno e Gerson, o centroavante ganhou no carisma. Desde o protetor bucal nas cores do clube até os pênaltis cobrados com cavadinha que ajudaram na conquista do Campeonato Carioca de 2010.

Divulgação/Botafogo F. R.
Loco Abreu deixou o clube em 2012 com um título estadual e o posto de ídolo assegurado em General Severiano
Ao lado do folclórico camisa 13, Germán Herrera também ganhou espaço entre os torcedores. O argentino havia alternado bons e maus momentos no Grêmio e feito ótima Série B pelo Corinthians, mas mantinha o apelido de ‘Quase Gol’. Pelo Botafogo, a dedicação e a raça dentro de campo agradaram e os gols apareceram: foram 51 em 131 jogos.

Em 2012, a diretoria perdeu Loco Abreu e Herrera praticamente de uma só vez e causou a ira da torcida. Para tentar acalmar os ânimos, a solução foi trazer uma nova dupla estrangeira. O jovem Nicolás Lodeiro, uruguaio revelado no Nacional e com passagem discreta pelo Ajax, chegou para se juntar ao ídolo Clarence Seedorf, criado pelo time holandês, e com história vasta em Real Madrid e Milan.

Divulgação/Botafogo F. R.
Argentino como Bolatti, Herrera não demorou a conquistar o carinho da torcida
Lodeiro soube ocupar com eficiência o posto de coadjuvante, enquanto Seedorf reina soberano. O camisa 10 é capitão, líder dos jogadores para dialogar com a diretoria e arma da comissão técnica para orientar os garotos promovidos das categorias de base. A dupla ainda foi essencial para o título do Campeonato Carioca de 2013 e para alcançar uma vaga na Copa Libertadores da América após 18 anos.

Bolatti, no entanto, também tem exemplos para não seguir em General Severiano. O goleiro uruguaio Juan Castillo emplacou sequência como titular entre 2008 e 2009, mas sempre com a desconfiança da torcida. Em 2011, Arévalo Rios chegou com o aval de Loco Abreu após fazer uma boa Copa do Mundo na África do Sul. As atuações, porém, passaram quase despercebidas com a camisa do Botafogo.

Já o principal mico entre os estrangeiros que passaram pelo clube da Estrela Solitária está nas mãos de Leandro Zárate. O centroavante argentino foi contratado em 2008 para solucionar a falta de gols do ataque, pouco balançou as redes rivais, aparentou estar longe da forma física ideal e ainda desapareceu do Rio de Janeiro alegando problemas pessoais.

Divulgação/Botafogo F. R.
Mario Bolatti pouco produziu no Internacional, mas terá nova chance no "estrangeiro" Botafogo

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