Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Com “tenta sorte” tatuado na mão, reforço do Verdão venceu tuberculose

William Correia São Paulo (SP)

O novo volante do Palmeiras tem características muito distintas às de Márcio Araújo, titular que não acertou salários e saiu depois de quatro anos. Aos 22 anos, França gera até espanto pelo seu tamanho, similar ao de um lutador de MMA. Conta com 25 tatuagens espalhadas pelo corpo, entre elas um cifrão na testa e a mensagem “tenta a sorte” sob uma caveira na mão esquerda. No currículo, uma temporada perdida em 2013 devido a uma tuberculose.

A fala do novo camisa 28, número que era de Charles, é firme, ciente de que sua fisionomia pode intimidar quem quiser entrar na grande área de Fernando Prass. “Se assustar os adversários, é bom para mim e para o Palmeiras”, afirmou o jogador emprestado pelo Hannover, da Alemanha, até dezembro.

Ex-atleta de Coritiba e Criciúma, França não se envergonhou de levantar a camisa para mostrar as tatuagens na barriga, no peito e nas costas, além das que se aglomeram pelos braços. Mas não quis explicar nenhuma delas. “Fiz a primeira com 13 anos. Gosto muito de tatuagem, meus irmãos também”, limitou-se a dizer, ressaltando que é fã de rap e não descartando marcar o Palmeiras no corpo. “Ainda não penso, mas quem sabe daqui uns dias ou um mês.”

Gazeta Press
Volante intimida com tamanho similar ao de lutador (Crédito da foto: Reginaldo Cadtro/Gazeta Press)
É pensando assim que o meio-campista venceu uma tuberculose. “Fui em janeiro para a Alemanha e estava -15ºC. Eu não estava acostumado com o frio, nevava muito. Passei as duas primeiras semanas bem, treinando forte, mas acordei com febre alta na semana em que ia estrear. Fui ao hospital e exames apontaram uma mancha no meu pulmão, era tuberculose. Tive um ano difícil, seis meses fora dos treinos me tratando”, lembrou. “Mas o que passou, passou. Vida nova. O Palmeiras é a minha casa agora.”

Casa que só se abriu a ele por conta das recomendações ouvidas pela comissão técnica e pela diretoria de antes de sua ida ao Hannover. “Não foi à toa que me trouxeram. Tenho a confiança da diretoria e espero ter um bom ano. Treino forte porque tenho que retomar a minha carreira no Brasil. Fiquei fora, doente, e isso me deixou para baixo, estou muito atrás ainda. Mas, neste ano, vou recuperar tudo”, garantiu.

Embora admita dificuldades para treinar no calor paulistano agora após sair da Alemanha com 6ºC há pouco mais de uma semana, França promete fazer jus à imagem que passa. “Sou um jogador forte, alto, jogo de primeiro volante, mas também sei jogar como segundo volante, saio bem com a bola de trás. E o torcedor pode esperar de mim muita garra. Sou um cara guerreiro”, definiu-se.

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